A evolução do notebook

A união de trabalho e mobilidade foi a chave de ignição da indústria da computação portátil. De PCs que eram verdadeiras maletas aos finíssimos ultra portáteis de hoje, muitos avanços rolaram. Fique por dentro dessa história.

 

Design podia não ser o forte do Osborne I, o pioneiro entre os notebooks, de 1981. Já a mobilidade era seu trunfo. Mesmo que para isso, fosse necessário plugá-lo à tomada —e aguentar, no braço, seus 11 quilos.

   

Mais tarde, em 1982, chegava ao mercado o Compaq Portable, o primeiro portátil semelhante ao desktop IBM PC. A peculiaridade do modelo incluía, além do look mala de viagem, o teclado preso por fio espiralado de telefone.

   

O primeiro sucesso da indústria dos portáteis foi o Tandy TRS-80. Entre seus trunfos, o preço (US$ 600 nos EUA), um editor de textos e suporte à linguagem Basic. Entre seus grandes consumidores, profissionais da comunicação.

   

Imagine um mash-up entre tijolinhos Lego e um notebook. Era esse o conceito do IBM Convertible PC, de 1986, que permitia que uma impressora fosse acoplada à traseira. Seu peso (de 5,5 quilos) era dos mais leves até então.

   

O Powerbook 100 não nega: a Apple sempre tentou inovar no design. Uma trackball no lugar do mouse e um teclado mais espaçoso, com descanso para os punhos, estavam entre suas inovações estilísticas, em 1991.

   

Em 1994, imaginar um portátil com CD-ROM integrado rendia quase um filme de ficção científica. Mas o IBM ThinkPad 755CD tinha o drive - e uma alternativa ao mouse: a trackpoint (bolinha vermelha no meio do teclado).

   

Vovô dos notebooks com foco educacional, o Apple eMate foi uma aposta mal-sucedida do time de Steve Jobs, em 1997. Merece ser lembrado pelo design de gosto duvidoso e o espaço para acomodar uma caneta do tipo "stylus".

   

O teclado diminuto é um ponto fraco de alguns notebooks. Mas não faltam tentativas de amenizar esse aperto. O IBM Thinkpad 701CS, de 1998, tinha teclado que se expandia. O apelido não poderia ser outro: "butterfly".

   

Caros, os notebooks eram quase inacessíveis no Brasil. Tudo mudou em 2006, quando o governo baixou taxas, permitindo que portáteis fossem vendidos por menos de R$ 3 mil. O Dell Latitude 520 era vendido no período.

   

O Toshiba Qosmio podia parecer uma máquina de ponta à época de seu lançamento, em 2006. O drive de HD-DVD contribuía para essa imagem top. Com a derrota do formato para o Blu-ray, tornou-se totalmente obsoleto.

   

Dar adeus ao desktop já é possível com notebooks como o HP Pavilion HDX. O HD de 200 GB, a memória de 4 GB, o monitor de 20 polegadas e funções de entretenimento, como 7.1 canais de áudio e porta HDMI, evidenciam isso.

   

A configuração dos portáteis já chega a níveis tão altos que máquinas com aspiração gamer começam a despontar. A Alienware fabrica nos EUA notebooks com poder para jogos dos mais elaborados, como o M950.

   

Você é dos que preferem escrever a digitar no portátil? Os tablet PCs atendem a essa necessidade. Basta girar sua touchscreen e usar uma caneta do tipo "stylus" para escrever no display. O HP tx1070 é uma opção.

   

A ultraportabilidade chegou a limites inimagináveis com o lançamento do MacBook Air. Com 0,4 cm de espessura (quando aberto), o laptop Apple privilegia a mobilidade, mas sacrifica funções. Não tem, por exemplo, drive de CD.

 

Fonte: tecnologia.uol.com.br

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