10 mitos e verdades sobre a bateria do celular

Vamos desvendar a seguir alguns mitos e verdades sobre a duração da carga dos celulares. Você verá que existem poucas verdades no que ouvimos falar sobre as baterias e que a maioria das coisas com que preocupamos é apenas um mito e não devemos levar a sério. Veja também dicas sobre como melhorar a vida útil das baterias.

 

Baterias são de tipos diferentes. Descubra qual é a sua.

Muitos dos mitos sobre baterias de celulares estão ligados a um modelo antigo, compostas por níquel cádmio. Esse tipo de bateria necessitava de uma primeira carga contínua de várias horas. Com o tempo, não carregava completamente se o usuário não esperasse seu consumo total, perdendo aos poucos sua capacidade de carga (problema chamado ''efeito memória'').

Confira no manual do aparelho o modelo correto da bateria do seu celular. Mas o modelo de bateria mais utilizado nos celulares atualmente é o de íon lítio. 'Essa bateria, ao contrário da de níquel cádmio, carrega mais rapidamente e não sofre do 'efeito memória'. Outro tipo de bateria é a de lítio polímero, uma evolução das baterias de íon lítio. Por serem menores e mais leves, são encontradas em smartphones e celulares recém-lançados.

 

A 1ª carga deve ser de 8, 12... 16 horas contínuas (Mito)

Essa prática era necessária para as baterias de níquel cádmio, mas as baterias atuais, de íon lítio, dispensam essa ação. A maioria dos manuais atualmente indica apenas que a primeira carga deve ser completa (e isso não vai demorar tantas horas assim).

 

Devo esperar a descarga total da bateria para recarregá-la (Mito)

Celulares com bateria de íon lítio e lítio polímero não precisam estar totalmente descarregados para serem ligados à tomada. As baterias atuais conseguem reconhecer os diferentes níveis de carga e não sofrem mais do efeito memória (quando o celular perde a capacidade de carga. Exemplo: você ainda tinha 20% de bateria quando pôs o celular ligado à tomada, então ele memorizaria 80% como uma carga completa).

 

Calor excessivo faz celular perder a bateria (Verdade)

'É preciso lembrar que a bateria depende de reações químicas dentro dela para funcionar'. Ou seja, a temperatura externa alta pode alterar essas reações, fazendo com que o celular perca a duração da bateria e também diminua sua vida útil.

 

Pôr a bateria na geladeira dá carga extra (Por sua conta e risco)

Na internet você encontra depoimentos de usuários que colocaram a bateria descarregada (e não o celular inteiro) para conseguir um pouco de carga extra – e funcionou. Mas não há nenhum estudo científico que comprove o feito. O que acontece provavelmente com a bateria descarregada é sua recomposição enquanto está desligada. Isso pode acontecer mesmo com a bateria em temperatura ambiente. Não custa avisar: a umidade da geladeira pode danificar a bateria.

 

Antigamente as baterias duravam mais (Mito)

Isso é mais uma impressão dos usuários, que se esquecem das funções reduzidas dos celulares analógicos em relação aos atuais. Além disso, os aparelhos antigos consumiam carga continuamente; os da nova geração gastam energia conforme os recursos são utilizados e permanecem em stand by nas outras horas. 'O usuário atual tem perfil gastador. O hábito de consumo hoje é totalmente diferente do passado.

 

Devo tirar o celular da tomada assim que a carga estiver completa (Mito)

A vida útil da bateria do celular não diminui se você se esquecer de tirá-lo da tomada assim que a carga for completada. 'A carga funciona como uma caixa d'água: quando atinge o nível máximo, a boia interrompe a entrada de mais fluxo. Portanto, ao atingir o nível máximo, o celular interrompe o processo, sem sobrecarregar a bateria.

 

É melhor desligar o aparelho ao recarregá-lo (Mito)

Ligado ou desligado, o celular vai ter a bateria carregada exatamente da mesma forma; a diferença será o tempo que a tarefa vai levar. A vida útil da bateria será a mesma, mas com o celular ligado o carregamento vai demorar mais porque ele estará consumindo (pouca) energia durante o processo.

 

É melhor esperar o carregamento completo antes de tirá-lo da tomada (Mito)

Nem sempre você quer esperar a carga completa para usar o aparelho (quem nunca deixou o celular carregando apenas alguns minutinhos antes de sair de casa?). Isso não prejudica a vida útil da bateria. Algumas fabricantes, como a Apple, recomendam que uma vez por mês você cumpra o ciclo completo da bateria (carga total e depois descarga total).

 

Bateria de smartphone sempre dura menos de 24 horas (Mito)

É possível fazer a bateria de um smartphone durar mais que um dia, desde que você faça uso (bem) moderado dos inúmeros recursos do aparelho. Em espera, por exemplo, a Apple afirma que a bateria do iPhone dura até 300 horas. O que ajuda: desligar o 3G, o Wi-Fi, a geolocalização e as notificações do tipo push (atualizadas automaticamente), fechar aplicativos que rodam em segundo plano, diminuir o brilho da tela e, sempre que possível, manter o sistema operacional atualizado.

 

A bateria perde sua capacidade com o passar do tempo (Verdade)

Você é um usuário exemplar e cuida com muito carinho e atenção da bateria, conforme o manual do celular indicou que devia ser feito. Mas nada dura para sempre, as baterias perdem naturalmente a capacidade de reter carga com o passar do tempo. Em média, baterias de íon lítio podem durar até 5 anos (ou de 300 a 500 ciclos – carga e descarga total).

 

Modo vibracall, Bluetooth e roaming são vilões da bateria (Bônus)

Para fazer o celular vibrar, há um pequeno motor que consome energia da bateria. Se não estiver esperando aquela ligação urgente no meio da reunião, desligue o aparelho. Outro vilão é o roaming: se está em locais com pouco ou nenhum sinal, desligue o celular. O aparelho tende a gastar mais energia para alcançar sinais fracos. O Bluetooth também consome muita bateria: procure habilitá-lo apenas no momento em que for necessário.

 

Não está usando o celular? Então desligue! (Bônus)

Tem gente que não consegue dormir sem deixar o celular ligado. Mas se você chegou em casa do trabalho, tem telefone fixo, despertador, lanterna, relógio, TV, computador... por que não desligá-lo?

Fonte: tecnologia.uol.com.br

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