Fenômenos naturais

 

Os fenômenos naturais são acontecimentos não artificiais, ou seja, que ocorrem sem a intervenção humana. Até as acções humanas (um automóvel em andamento, por exemplo) continuam sempre sujeitas às leis naturais. Porém não são consideradas, neste sentido, fenómenos naturais, já que dependem do arbítrio ou vontade humana.

Os fenômenos naturais podem ou não influenciar a vida humana que a eles está sujeita, como a epidemias, às condições meteorológicas, desastres naturais, etc. Na linguagem vulgar, fenómeno natural aparece quase sempre como sinónimo de evento incomum, espantoso ou desastroso sob a perspectiva humana. A formação de uma gota de chuva é um fenómeno natural da mesma forma que um furacão.

Fenômeno é uma expressão que refere-se, em geral, aos fenómenos naturais perigosos, também designados como "desastres naturais". A chuva, por exemplo, não é, em si, um "desastre", mas poderá sê-lo, na perspectiva humana, caso algumas condições se conjuguem.


Arco-íris

Fenômeno óptico e meteorológico que separa a luz do sol em seu espectro contínuo quando o sol brilha sobre gotas de chuva. É um arco multicolorido com o vermelho no seu exterior e o violeta em seu interior. A ordem completa é vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil (ou indigo) e violeta. O arco-íris também pode ser chamado de arco-celeste, arco-da-aliança, arco-da-chuva ou arco-da-velha.
O efeito do arco-íris pode ser observado sempre que existir gotas de água no ar e a luz do sol estiver brilhando acima do observador em uma baixa altitude ou ângulo. O mais espetacular arco-íris aparece quando metade do céu ainda está escuro com nuvens de chuva e o observador está em um local com céu claro. Outro local propício à apreciação do arco-íris é perto de cachoeiras.


Camanchaca

A camanchaca é um tipo de neblina costeira, dinâmica e espessa, que ocorre no litoral do Oceano Pacífico da região tropical árida da América do Sul. Decorre da interação entre o anticiclone do Pacífico e as águas frias da corrente de Humboldt. Em algumas localidades do deserto de Atacama, tanto no Chile como no Peru há projetos promissores de aproveitamento desta neblina para obtenção de água.
Também no litoral africano, nas mesmas latitudes, igualmente banhadas por uma corrente fria, a corrente de Benguela, observa-se fenômeno semelhante, que é igualmente alvo de estudos de viabilidade na Angola e Namíbia. Estas condições permitem em alguns locais o desenvolvimento de uma variada flora higrófila.


Catalepsia projetiva


A catalepsia projetiva é um fenômeno natural, temporário e benigno do ser humano que ocorre durante o sono. Esse fenomeno acontece durante o sono, como forma de evitar que o corpo se mova durante os sonhos. É um fenómeno natural que ocorre todas as noites, embora seja raramente notado pela própria pessoa enquanto se dorme.
Momentos antes da mente despertar a paralisia cessa. Por isso, raramente se tem consciência da sua existência. Se acontecer de a mente despertar antes do mecanismo de paralisação ser desactivado, ocorre a consciência da paralisia do sono.

Esta consciência pode ser muito perturbadora, pois o indivíduo dá por si mesmo completamente paralisado, incapaz de mover os membros. A mente ainda está a atravessar um período de transição entre o estado de sono e o estado de vigilia (ou vice-versa) e nessa altura podem surgir alucinações hipnagógicas: presença de uma pessoa, ouvir vozes ou sons, sensação de flutuação ou de sair do próprio corpo, imagens de pessoas, visualização de objectos, sensação de ver em redor mesmo tendo os olhos fechados, etc.
Tanto as alucinações como a própria paralisia são inofensivas, existindo quem aproveite esta fase para induzir sonhos lúcidos ou alucinações agradáveis, e acontecem ocasionalmente, como resultado de uma má alimentação, maus hábitos de sono, estresse, etc. Por vezes, podem indicar a existência de um outro problema maior, como, por exemplo, a narcolepsia.

Ao fim de algum tempo (que pode variar de alguns segundos até cerca de três minutos), a paralisia cessa e o corpo readquire capacidade de se mover novamente. Um dos conselhos mais usuais é ficar parado a respirar lentamente e esperar que passe.
Enquanto se concentra na respiração, a mente divaga e quando menos espera o corpo deixa de estar paralisado. Pode-se tentar mover um dedo e lentamente mover o resto da mão, do braço, etc até que todo o corpo se mova. Outra técnica popular é piscar varias vezes, ou fechar os olhos fazendo um pouco de força. De qualquer dos modos, o corpo acabará por "desactivar" a paralisia.
Estima-se que até 60% da população mundial já tenha passado por essa experiência pelo menos uma vez na vida. Em algumas culturas, isso significava pré-disposição ao xamanismo e contato com o mundo dos espíritos.


Efeito borboleta

Efeito borboleta é um termo que se refere às condições iniciais dentro da teoria do caos. Este efeito foi analisado pela primeira vez em 1963 por Edward Lorenz. Segundo a cultura popular, a teoria apresentada, o bater de asas de uma simples borboleta poderia influenciar o curso natural das coisas e, assim, talvez provocar um tufão do outro lado do mundo.
Porém isso se mostra apenas como uma interpretação alegórica do fato. O que acontece é que quando movimentos caóticos são analisados através de gráficos, sua representação passa de aleatória para padronizada depois de uma série de marcações onde o gráfico depois de analisado passa a ter o formato de borboleta.


Fogo-de-santelmo

O fogo-de-santelmo consiste numa descarga eletroluminescente provocada pela ionização do ar num forte campo elétrico provocado pelas descargas elétricas. Mesmo sendo chamado de fogo, é na realidade um tipo de plasma provocado por uma enorme diferença de potencial atmosférica.
O fogo-de-santelmo deve o seu nome a Santo Erasmo (também conhecido como Santo Elmo ou São Telmo), o santo padroeiro dos marinheiros, que haviam observado o fenômeno desde a Antiguidade, e acreditavam que a sua aparição era um sinal propício.
Fisicamente, é um resplendor brilhante branco-azulado que, em algumas circunstâncias, tem aspecto de fogo de faísca dupla ou tripla, que surge de estruturas altas e pontiagudas como mastros, cruzes de igreja e chaminés.
O fogo-de-santelmo se observa com frequência nos mastros dos barcos durante as tormentas elétricas no mar, alterando a bússola, para desassossego da tripulação. Benjamin Franklin já observara, em 1749, que o fenômeno é de natureza elétrica.
Também se dá em aviões e dirigíveis. Nestes últimos, era muito perigoso, já que muitos deles eram inflados com hidrogênio, gás muito inflamável.


Foo fighter

Foo fighter é uma expressão inglesa utilizada durante a Segunda Guerra Mundial para descrever o fenômeno onde uma ou mais esferas luminosas alaranjadas eram avistadas por pilotos perseguindo ou acompanhando seus aviões. Alguns pilotos aliados achavam que poderia ser uma espécie de arma psicológica dos alemães, que visava atordoar e confundir os pilotos.
Terminada a guerra, a hipótese de arma nazista foi descartada. Na verdade, os Foo fighters também importunavam os alemães. O assunto era tratado com tanta seriedade pelo alto comando da Luftwaffe que em 1944 foi criada a "Base Especial nº 13" (Sonderbüro Nr. 13), um projeto secreto de investigações, que se ocultava sobre o nome de "Operação Uranus", e tinha o objetivo de recolher, avaliar e estudar os relatórios de observações dos pilotos sobre estranhos objetos voadores que apareciam perto dos aviões alemães.
Supõe-se que os alemães começaram a ver estes estranhos objetos desde 1943, onde os relatórios começaram a chegar no Estado Maior Superior do Exército do Ar da Alemanha. A criação deste projeto de pesquisa secreto pelo alto comando militar alemão prova que os Foo fighters eram um mistério a ser desvendado também para os nazistas.

Foram criadas várias teorias para o fenômeno, inclusive de supostas aparições extraterrestres. Um tipo de descarga elétrica das asas dos aviões tem sido sugerido como uma explicação. Outra teoria supõe que as esferas avistadas pelos pilotos eram Raios globulares, mas até hoje não foi encontrado nenhuma explicação satisfatória.


Força de Coriolis


Em um sistema de referência em rotação uniforme, os corpos em movimento, tais que vistos por um observador no mesmo referencial, aparecem sujeitos a uma força perpendicular à direção do seu movimento.
Esta força é chamada Força de Coriolis, em homenagem ao engenheiro francês Gustave-Gaspard Coriolis. Os corpos em movimento em relação ao referencial em rotação aparecem também sujeitos a uma força radial, perpendicular ao eixo de rotação: a força centrífuga.


Macaréu

O macaréu é o choque das águas de um rio caudaloso com as ondas durante o início da maré enchente.
É melhor percebido quando da mudança das fases da lua, ou seja, desde dois dias antes até três dias após, particularmente nos equinócios em cada hemisfério, e com maior intensidade quando das ocorrências de maré viva (sizígia), nas luas cheia e nova.
O fenômeno das marés, ao elevar o nível das águas oceânicas, faz com que as mesmas invadam a desembocadoura dos rios, podendo formar ondas de até dezenas de metros de largura, com até três a cinco metros de altura, e velocidades de até trinta a cinquenta quilômetros por hora (10 a 15 milhas por hora). Esta poderosa onda pode durar de quinze minutos a até uma hora.
O fenômeno manifesta-se, no Brasil, na foz do rio Amazonas e afluentes do litoral paraense e amapaense (rio Araguari, rio Maiacaré, rio Guamá, rio Capim, rio Moju), e na foz do rio Mearim, no Maranhão. Esse choque das águas derruba árvores de grande porte e modifica o leito dos rios.


Neblina

Neblina é uma nuvem em contato ou próxima do solo. É formada quando há a condensação da água evaporada. A neblina também pode ser chamada de bruma. Em regiões muito úmidas e frias, quando a água evaporada choca-se com o frio pode condensar-se, isto é, formar pequenas gotículas. Mas nem todo esse ar condensa-se, grande parte transforma-se em nuvens logo quando evaporam.
Essa grande parte de nuvem acumula-se e aumenta, formando a neblina, que ocorre mais em lugares com maior altitude, locais onde as nuvens predominam, como La Paz, ( Bolívia ); Quito, ( Equador ) e outras. Geralmente, a neblina deixa a umidade ao redor de 100%, devido às gotículas das nuvens, que condensam.


Noite polar

A noite polar é a noite que dura mais de 24 horas, fenômeno que ocorre nas regiões polares, na zona delimitada pelos círculos polares. O fenômeno oposto, quando o Sol permanece acima do horizonte por um longo tempo é chamado de dia polar, ou Sol da meia-noite.
No interior dos círculos polares, a duração do intervalo de tempo no qual o Sol está abaixo da linha do horizonte varia entre 20 horas nos círculos Árctico e Antárctico a 179 dias nos pólos geográficos. Nem todo este tempo é de noite polar, pois pode haver bastante luz ambiente devido à refracção. Aliás, o tempo em que o Sol está acima do horizonte nos pólos é de 186 dias, sendo a assimetria devida ao tempo em que o Sol está parcialmente acima do horizonte se contado como "dia".


Pororoca

Pororoca é a forma como são denominados os macaréus que ocorrem na região amazônica. Trata-se de um fenômeno natural produzido pelo encontro das correntes fluviais com as águas oceânicas.
O fenômeno manifesta-se, no Brasil, na foz do rio Amazonas e afluentes do litoral paraense e amapaense (rio Araguari, rio Maiacaré, rio Guamá, rio Capim, rio Moju), e na foz do rio Mearim, no Maranhão. Esse choque das águas derruba árvores de grande porte e modifica o leito dos rios.
Recentemente, o fenômeno tem atraído praticantes do surfe, transformando-se numa atração turística regional amazônica.


Radioatividade

A radioatividade é um fenômeno natural ou artificial, pelo qual algumas substâncias ou elementos químicos, chamados radioativos, são capazes de emitir radiações, as quais têm a propriedade de impressionar placas fotográficas, ionizar gases, produzir fluorescência, atravessar corpos opacos à luz ordinária, etc. As radiações emitidas pelas substâncias radioativas são principalmente partículas alfa, partículas beta e raios gama.
A radioatividade é uma forma de energia nuclear, usada em medicina (radioterapia), e consiste no fato de alguns átomos como os do urânio, rádio e tório serem “instáveis”, perdendo constantemente partículas alfa, beta e gama (raios-X). O urânio, por exemplo, tem 92 prótons, porém através dos séculos vai perdendo-os na forma de radiações, até terminar em chumbo, com 82 prótons estáveis. Foi observada pela primeira vez pelo francês Henri Becquerel em 1896 enquanto trabalhava em materiais fosforescentes.


Raio globular

Um raio globular consiste numa descarga elétrica luminosa em forma circular. O fenômeno ainda não foi totalmente explicado pela ciência, mas sabe-se que a descarga tem origem na atmosfera, eventualmente desprendendo-se de uma nuvem, atingindo depois o solo e desaparecendo em poucos instantes.
É um fenómeno natural que é por vezes identificado como um Objeto Voador Não Identificado, consistindo geralmente num círculo de plasma ou gás ionizado. Apresenta uma certa estabilidade durando alguns segundos sendo que, extraordinariamente, pode durar vários minutos. A cor mais comum é descrita como vermelho-alaranjado e o seu tamanho pode variar entre alguns centímetros a um metro.

Embora normalmente ocorram com as tempestades, em algumas ocasiões dão-se mesmo com bom tempo, podendo a sua velocidade atingir os 100 km/h, sendo a sua dinâmica independente da direção do vento ou da gravidade. Produzem sons similares a zumbidos e estalos, libertando à passagem, um odor semelhante a enxofre ou ozônio.
O fenómeno pode interferir nas emissões de rádio, deixando rastros por onde passa. O seu aparecimento terá afetado pessoas causando queimaduras, paralisias ou até mesmo a morte.


Rochas deslizantes de Racetrack Playa

As rochas deslizantes de Racetrack Playa são um dos fenômenos geológicos mais intrigantes que ocorrem no Vale da Morte, especialmente no lago seco chamado Racetrack Playa (algo como Planície ou praia dos Rastros). O fenômeno consiste de pedras de dimensões variáveis, algumas bastante grandes, com centenas de quilogramas de massa, que são encontradas com um rastro atrás de si marcado no solo, sem qualquer sinal associado de intervenção humana ou animal.
A causa deste movimento ainda é controversa, embora várias teorias tentem explicá-lo. Ninguém jamais conseguiu filmá-las ou vê-las em movimento. Casos semelhantes são encontrados em diversos outros lagos secos (playas) da região, mas os da Racetrack Playa são os mais notáveis.


Sismo

Um sismo é um fenômeno de vibração brusca e passageira da superfície da Terra, resultante de movimentos subterrâneos de placas rochosas, de atividade vulcânica, ou por deslocamentos (migração) de gases no interior da Terra, principalmente metano. O movimento é causado pela liberação rápida de grandes quantidades de energia sob a forma de ondas sísmicas.
Basicamente, sismo é a ocorrência de uma fratura subterrânea. As ondas elásticas geradas propagam-se por toda a Terra
Os grandes sismos são popularmente designados também pelo termo terremoto. No entanto, este último termo aplica-se apenas a esses grandes sismos, sendo que para os pequenos se costuma usar abalo sísmico ou tremor de terra. Se um sismo abala zonas não habitadas não é nunca usado o termo "terremoto", mesmo que seja de grande intensidade, enquanto que se abalar zonas habitadas, for sentido e tiver efeitos catastróficos é costume usar também o outro termo, fora de contextos científicos e da área de proteção civil.


Sol da meia-noite

Sol da meia-noite é a designação comum para o fenômeno que ocorre nas latitudes acima de 11º a 15 no Oeste ou Sul, ou seja, para além da Europa ou da América, quando o Sol não se põe durante pelo menos 215 horas seguidas. Em latitudes superiores a 2 graus, o Sol não se põe por mais de setenta dias durante o verão, ou seja, não há noites durante mais de seis meses.




Tempestade de areia

A tempestade de areia é um dos fenômenos denominados litometeoros e ocorre quando a umidade relativa do ar é mais baixa que 80% permitindo a suspensão de partículas, em sua maioria sólidas, mas não aquosas, pelo ar. O resultado pode ser a Névoa seca, Tempestade de areia (ou poeira), Turbilhão de areia (ou poeira).
A "Tempestade de Poeira" propriamente dita se trata de uma grande massa de partículas de poeira ou areia que é deslocada por ventos turbulentos e fortes e elevadas do solo até a uma altura considerável. Algumas vezes esses fenômenos são provocados por redemoinhos de vento.
São mais freqüentes em regiões com grande quantidade de areia e baixa umidade, como desertos.
Tempestades de areia são vistos na patagônia argentina, nas grandes planícies norte-americanas (década de 1930), no oriente médio, na Austrália e na Ásia central, além do deserto do Saara.


Tempestade magnética

A tempestade magnética ocorre devido da chegada do vento solar, este causa um aumento brusco do campo magnético da Terra, ocasionando a compressão Magnetosférica. O vento solar intensificado comprime as linhas de campo magnético da Terra no lado do dia. Ou seja, as tempestades magnéticas são causadas por explosões solares que emitem uma grande quantidade de partículas e radiação no espaço. Tais explosões ocorrem continuamente, entretanto, possuem um ciclo de maior atividade, conhecido como ciclo solar.
Na Terra, as tempestades magnéticas provocam uma compressão do campo magnético, interferindo em satélites, estações espaciais e comunicações por rádio, e causam tanto a aurora boreal como a aurora austral.


Trovoada

Uma trovoada consiste num conjunto de fenómenos intensos associados a cumulonimbus: raios, relâmpagos, rajadas de vento, inundações, granizo e, possivelmente, tornados.
As trovoadas mais fortes são geradas quando ar quente e húmido sobe rapidamente, com velocidades que podem chegar aos 160 km por hora, até altitudes mais elevadas e mais frias. Em cada momento há na ordem de 2000 trovoadas em progresso sobre a superfície da Terra. Os relâmpagos surgem quando as partículas de gelo ou neve de uma nuvem começam a cair de grande altitude em direcção à superfície e correspondem à libertação de energia devida à diferença de carga entre as partículas.
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