Flores exóticas


Na natureza sempre podemos encontrar coisas diferentes e surpreendentes. Com certeza você já deve ter visto muitos animais e plantas bem curiosos. Neste post trazemos alguns exemplos de flores exóticas. Margaridas, tulipas, violetas, rosas…, todas essas flores já são bem conhecidas por todos. Mas você já ouviu falar em flor que dá ovo, por exemplo? Se não, está mais do que na hora que você continuar lendo este post.



Planta Ovo


O nome oficial dessa flor é Solanum Ovigerum. Uns dizem que ela veio do Japão e outros afirmam que sua origem é a Índia. Não importa de onde veio, o fato é que ela é bem diferente, ou melhor,  o fruto que ela dá. Da família das Solanaceae, prima do jiló e da berinjela, depois das flores esta planta dá ovos! O nome popular dela é Planta Ovo.

Quem já tocou garante que é dura como uma casca.  E ainda é comestível. Dizem que seu gosto é amargo, mas gostoso. E ainda tem propriedades medicinais. Seus frutos e folhas podem ser usados no tratamento do colesterol alto, diabetes, artrite entre outras. Pode  ser cultivada sob sol pleno, na primavera e verão.  A colheita inicia-se cerca de 110 dias após o plantio. No Mercado Livre é possível encontrar sementes no valor de sete a dez reais. Também pode ser adquirida no site e-jardim.


Flor Morcego


Esta flor, também chamada de Bat-flower, é a Tacca chantrieri, da família das Taccaceae, originária da Malásia, cuja característica principal é a cor roxa bem escura, aproximando-se do preto. É fácil perceber  porque, não é? É impressionante a semelhança de suas pétalas principais com as asas de morcego. Ela não tem qualquer perfume e seus “bigodes ” que saem de dentro da flor podem atingir  20 centímetros de comprimento.
A propagação é feita por sementes que se formam no interior de inflorescências menores. Pode ser cultivada em vasos ou diretamente no solo, florescendo várias vezes ao ano. A terra precisa ser rica em nutrientes e as regas constantes. A planta não tolera sol forte diretamente, desenvolvendo-se melhor à meia-luz.


Flor Papagaio



Conhecida como ‘Parrot flower’ (flor papagaio), esta espécie da Impatiens Psittacina  é uma flor rara. Sua foto está circulando  na internet com a  notícia de que  o governo tailandês proíbe sua exportação , seja por sementes ou estacas e muitas vezes chega até a negar a existência da mesma. A planta cresce no norte da Tailândia, em Myanmar e numa pequena região do leste da Índia.


Senna didymobotrya


A Senna didymobotrya é uma espécie ainda desconhecida no meio paisagístico. Esta Senna, diferentemente das suas irmãs, não é arbórea, mas forma um arbusto denso de aproximadamente 3 metros. Com lindas flores amarelas e pretas tem nas suas folhas uma aroma atípico para plantas. Tem cheiro de pipoca. Ela é nativa da África Tropical.


Raiz-Africana-do-Sonho



Esta é nativa do Cabo Oriental da África do Sul, onde é considerado pelo povo Xhosa como uma planta sagrada. Seu nome científico é Silene capensis. As flores abrem durante a noite e fecham durante o dia. Eles são muito perfumadas.
A Silene Capensis tem sido usada há milênios pelos pajés da verdejantes vales fluviais da província do Cabo Oriental da África do Sul. Os xamãs de Xhosa consideram a planta como raiz medicinal que chamam de “Undela Ziimhlophe,” que se pode traduzir literalmente como “plantas brancas” ou “caminhos brancos”.


Cambria Stirbic


A Cambria é uma orquídea selecionada, originária da América. Esta popular orquídea é o resultado de um cruzamento de várias espécies. A Cambria encontra-se disponível numa vasta série de cores e formas.


Flor Cadáver


A Flor Cadáver, que também é chamada de Jarro Titã ou Amorphophallus titanum, é uma das maiores flores do mundo e além disso, a outra principal característica que apresenta é um odor bastante desagradável, podendo tornar-se mesmo insuportável. A flor foi descoberta em 1878 por um botânico italiano chamado Odoardo Beccari, numa zona onde fazia estudos, quando se deparou com a temível flor cadáver.
Pertence às plantas carnívoras e a sua especialidade é atrair insetos carniceiros com o seu mau cheiro. No máximo, a flor cadáver pode alcançar os 3 metros de altura, pesar 75 quilos e crescer a um ritmo de 15 centímetros/dia.
É cultivada em muitos jardins botânicos, mas é difícil de encontrar. Pode viver até aos 40 anos, mas apenas floresce no máximo 3 vezes. É possível encontrar este tipo de flores exóticas na Inglaterra (Jardim Botânico de Kew), Brasil (Jardim Botânico de Inhotin) e Japão (Jardim Botânico de Koishikawa).
Quando a temperatura interna da flor atinge os 36º, esta flor liberta duas substancias, cadaverinas e putrescinas, fazendo com que se sinta muito o cheiro a podre. O cheiro por vezes é tão intenso que os cientistas e botânicos até precisam de máscaras para se aproximar
Diz a lenda que o nome “flor cadáver” foi colocado a esta planta carnívora pois assim que desabrochava comia sempre quem a cultivava.


Flor de Jade



A Flor de Jade é originária das Filipinas e é da família das Leguminosas. Ela pode chegar a  aproximadamente 20 metros de comprimento, mas na maioria das vezes não ultrapassa o valor entre 7 a 9 metros. A flor de jade é bastante rara e é um tipo de trepadeira que pode ser utilizada para enfeitar jardins formando uma linda paisagem devido à sua enorme beleza.


As flores de jade aparecem em cachos, aglomeradas e surgem na época de fim de Inverno e inicio de Primavera. Os locais preferidos dela são os quentes e bem húmidos e para estas plantas o que se recomenda é o solo arenoso e rico em matérias orgânicas. Quando é plantada em locais mais quentes ela pode ficar em locais de meia sombra, enquanto que em locais frios é necessário receber a luz solar diretamente durante grande parte do dia.
O nome “flor de jade” surgiu precisamente porque a sua coloração é semelhante à da pedra preciosa de nome Jade, ou seja, uma mistura de azul e verde.


Hibisco Chinês (ou Rosa da China, ou Flor do Havai)



Hibiscus significa Ísis (deusa egípcia), em grego, e representa um género botânico, com cerca de 300 espécies, inserido na família das Malváceas, com flores e folhas exuberantes. O seu cultivo, tanto ornamental como económico, está disseminado nas regiões subtropicais e tropicais, devido à sua extrema sensibilidade a geadas e temperaturas baixas constantes.
O Hibisco é um arbusto com flor, que floresce em cores garridas que vão desde o vermelho, ao laranja, rosa, branco ou amarelo, atingindo alturas de até 4,5m, quando plantado em zonas residenciais, e 9m em estado selvagem (em zonas muito luminosas). É uma planta muito resistente, aguentando-se bem em campos abandonados, bermas de estradas ou outros locais desfavoráveis.
Durante o século XVIII foi introduzido na Jamaica, chegando à Europa em finais do Século XIX, com o nome de Chá do Sudão.  Alguns tipos de hibisco são utilizados na Ásia como atenuante para dores e sangramento menstrual.  É também conhecido como sendo a flor nacional da Malásia.


A flor deste Hibisco é tradicionalmente utilizada em tratamentos capilares e, pelo facto de ser comestível, em pratos típicos de salada das ilhas do Pacífico e em chás. São também utilizadas para “abrilhantar” sapatos nalgumas zonas da Índia ou como indicador de pH, alterando a cor de soluções ácidas para magenta/rosa escuro e soluções básicas para verde. A variedade vermelha tem particular importância em rituais tântricos, sendo também muito utilizada para adoração a Devi (uma Deusa Hindu).
Com base em análises laboratoriais recentes, o hibisco aparenta ter propriedades que podem ser úteis no controlo da pressão arterial e na redução do, denominado, “mau colesterol” (LDL) ao diminuir a aderência do colesterol às paredes dos vasos sanguíneos. A sua flor é rica em substâncias anti-oxidantes e antipiréticas, podendo ter utilidade também como analgésico ou antiespasmódico.
A medicina tradicional acredita também que o hibisco tem propriedades antibacterianas, e que pode ser usado com sucesso no tratamento de febres, infecções, doenças venéreas e infecções respiratórias. Alguns curandeiros sugerem a toma regular de chá de hibisco para promover o apetite e a saúde.


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