Os furacões mais devastadores da história


Os Estados Unidos é um dos países que constantemente está na rota de furacões destrutivos, como no caso do Sandy, que percorreu a costa leste.
Os ciclones tropicais começaram a receber os nomes pessoais a partir do século passado, quando um meteorologista da Austrália começou a batizar os furacões com nomes de políticos que não gostava. 

A partir de então, os fenômenos começaram a ser batizados com nomes femininos até em 1970, quando foram inseridos nomes masculinos aos furacões.
Os furacões geram grandes estragos e prejuízos financeiros ao passar pelas cidades.
Veja os 10 furacões mais devastadores e “caros” da história dos EUA, segundo a Agência Nacional de Oceanos e Atmosfera dos Estados Unidos (NOAA).


O que é um furacão?

O furacão é um tipo de ciclone tropical e se caracteriza por uma grande perturbação atmosférica. Possui núcleo quente e centro bem definido. A diferença de temperatura e pressão, dentro e fora do furacão, provoca fortes tempestades e ventos que podem chegar a 300 km/h de velocidade.
Ocorrem normalmente em regiões tropicais ou áreas próximas à linha do Equador, onde a circulação atmosférica se movimenta de forma a mover o calor da região equatorial para altas latitudes. Costumam girar no sentido horário no hemisfério sul e anti-horário no hemisfério norte.

Esse fenômeno meteorológico é responsável pelos piores desastres naturais do mundo. Em 1900, um furacão conhecido como Galveston, atingiu o Texas, e matou pelo menos 8 mil pessoas. Um pouco depois, em 1928, cerca de 2,5 mil pessoas foram mortas na Flórida. Mas até hoje o pior registro aconteceu na América Central e Caribe, quando, em 1998 o furacão Mitch causou mais de 10 mil mortes.
 
Além do elevado número de mortos os furacões deixam para trás milhares de desabrigados e causam prejuízos irreparáveis na agricultura e pecuária, além de custar milhões aos cofres públicos que precisam investir na reconstrução das cidades. 


O que é o olho do furacão?


O olho é uma área quase circular de ventos comparavelmente calmos e tempo bom encontrado no centro de um ciclone tropical intenso. Embora os ventos sejam calmos no eixo de rotação, pode ocorrer também ventos intensos nessa região. Há pouca ou nenhuma precipitação e muitas vezes pode-se ver céu claro nessa região.
 
O olho corresponde à região de pressão de superfície mínima e de maiores temperaturas nos níveis mais altos: 10°C mais quente do que o ambiente a 12 km de altitude, mas apenas 2°C no máximo mais quente ao nível de superfície.
Seu tamanho varia de 8 a 200km de diâmetro, mas em média temos ciclones tropicais com diâmetro de olho em torno de 30 a 60km.


O olho é circundado pela parede do olho(área aproximadamente circular de convecção profunda) correspondendo à área de ventos de superfície mais intensos. O olho é composto de ar que apresenta movimento levemente descendente enquanto que a parede tem um fluxo resultante ascendente de moderado a fortes correntes ascendentes e descendentes.
 
A convecção da parede do olho é fundamental na formação e manutenção do ciclone tropical. Convecção em ciclones tropicais é organizada e alongada na mesma orientação do vento horizontal, sendo chamadas de bandas espirais pela típica formação em espiral. Ao longo dessas bandas a convergência em baixos níveis é máxima e, assim, a divergência é bem pronunciada nos altos níveis.


Em setembro de 1938, um furacão atingiu a Nova Inglaterra, na costa leste dos Estados Unidos, matando centenas de pessoas e destruindo casas. O furacão, de categoria três, causou um prejuízo de U$ 306 milhões e foi considerado o pior furacão a atingir a região no século XX.  A Work Projects Administration produziu o vídeo abaixo, intitulado Shock Troops of Disaster. O vídeo revela a dimensão da tragédia: carros destruídos sob arvores, barcos arremessados na costa e casas destruídas.




Classificado como um furacão de categoria um, o Connie provocou o alagamento da Carolina do Norte em 1955. A catástrofe matou 43 pessoas e causou um prejuízo de U$ 50 milhões. O vídeo abaixo, produzido pela Universal Newsreel, retrata os dias seguintes à passagem do Connie.




A temporada de furacões do ano de 1969 bateu recorde, com uma série de furacões de categoria cinco, que culminou com a chegada do Camille, causando ventos de 320 km/h (os ventos trazidos pelo Sandy não passaram de 90km/hora). Em 1971, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos produziu um dramático vídeo com o objetivo de enfatizar a importância das medidas de prevenção e recuperação. Abaixo, um trecho deste filme mostra a evolução da tempestade e inclui encenações artísticas sobre quando deixar ou não a cidade.


Furacão do Dia do Trabalho - O furação também atingiu a categoria cinco (mesma do Katrina) em 2 de setembro de 1953, o Dia do Trabalho nos EUA. Mais de 400 pessoas morreram na costa da Florida e os danos foram estimados em R$ 10,8 milhões (US$ 6 milhões).

Furacão Camille - Este furacão chegou à costa da Louisiana e do Mississippi em 17 de agosto de 1969, com intensidade cinco. A velocidade dos ventos atingiu 200 km/h, matando 256 pessoas.

Furacão Andrew - O sul da Florida enfrentou no dia 24 de agosto de 1992 este furacão de categoria cinco, fazendo mais de 250 mil desabrigados e destruindo vários negócios. A contabilização dos estragos chegou a R$ 45 bilhões (US$ 25 bilhões). Após a Flórida, o furacão continuou sua viagem para o noroeste do golfo do México e atingiu a costa da Louisiana.

Furacão do Texas - De categoria quatro, este furacão ocorreu em 1886 destruindo a cidade inteira de Indianola, no Estado do Texas. O desastre matou 43 pessoas.

Furacão Donna - Do sul da Florida no dia 10 de setembro de 1960, Donna atravessou a península e também afetou os Estados da Carolina do Sul a Nova York com fortes ventos. O furacão percorreu a costa atlântica durante 17 dias. Mais de 50 pessoas perderam suas vidas e os danos foram estimados em cerca de R$ 540 milhões (US$ 300 milhões).

Furacão Carla - Em 11 de setembro de 1961, o furacão Carla chegou ao norte do Texas, com categoria quatro. Essa é a tempestade mais forte que atingiu o Texas em 40 anos e matou 43 pessoas (mesmo número de mortos do furacão do Texas).

Furacão Hugo - Hugo se inclui na categoria quatro em intensidade de furacões, e ocorreu na Carolina do Sul em 22 de setembro de 1989. Ele foi o furacão mais severo a ter atingido a Geórgia e os Estados da Carolina do Norte e do Sul nos últimos anos cem anos. O total de mortes foi de 35 pessoas, e cerca de 26 mil ficaram desabrigadas.


A classificação dos furacões segundo o NOAA

A Agência Nacional de Oceanos e Atmosfera dos Estados Unidos (NOAA) classifica os furacões de acordo com a intensidade dos ventos:

Níveis de acordo com a velocidade em km/h
1 - 119-152
2 - 153-177
3 - 178-209
4 - 210-249
5 > 250



O furacão Jeanne passou pela Flórida em 2004 e recebeu foi classificado na categoria 3 de intensidade. Segundo a Agência Nacional de Oceanos e Atmosfera dos Estados Unidos (NOAA), o ciclone tropical custou 7,6 bilhões de dólares ao País.



Em 2001, o Allison atingiu o estado do Texas, mas foi classificado como Tempestade Tropical. Aos cofres norte americanos, o fenômeno custou 9 bilhões de dólares.




O estado da Flórida também teve problemas com o furacão Frances de nível 2. Em 2004, o furacão gerou prejuízos de 9,5 bilhões de dólares.

O ciclone tropical Rita passou por três estados dos EUA: Flórida, Lousiana e Texas. No total, o furacão foi classificado em 3 e custou 12 bilhões de dólares.

15,1 bilhões de dólares foi o total dos prejuízos do Charley aos Estados Unidos. Em 2004, o furacão de nível 4 passou pela Flórida e Carolina do Sul, devastando as áreas na qual passava.

O furacão de categoria 3 atingiu quatro estados nos EUA: Alabama, Flórida, Texas e Lousiana. 18,8 bilhões de dólares é o custo da destruição causada pelo Ivan, de nível 3.

Em 2004 o ciclone Wilma de nível 3 teve ventos de até 200 km/h. O estado da Flórida foi o mais atingido pelos fortes ventos. O prejuízo total foi de 21 bilhões de dólares.


Classificado na categoria 5, o Andrew durou 12 dias e contou com ventos de 250 km/h. Em 1992, o furacão custou 26,5 bilhões de dólares.

O segundo furacão mais destruidor em termos financeiros – 29,5 bilhões de dólares – atingiu o Texas em 2008. O Ike foi classificado na categoria 2 de intensidade.

Em 2005, o Katrina custou aos EUA 108 bilhões de dólares. Esse foi o furacão mais devastador do País e atingiu boa parte da cidade de Nova Orleans.

A temporada de furacões nos Estados Unidos em 2010 começou com a chegada do Alex no sul do país, com ventos de até 130 km/h registrados no golfo do México.
Na escala que classifica a intensidade de um furacão, que vai de um a cinco, o Alex está na categoria um, mas ainda ganha força sobre as águas quentes do golfo e pode chegar à categoria dois quando tocar o chão.

A administração Nacional Oceânica e Atmosférica (Noaa) já alertou a população para enchentes rápidas e a possibilidade da elevação do nível do mar no sul do Texas.

Alex parece inofensivo, no entanto, quando comparado ao furacão Katrina, o mais fatal dos EUA e um dos mais destrutivos da história do país. O fenômeno atingiu o Estado da Lousiana em 23 de agosto de 2005, provocando ao final mais de 2.000 mortes e danos de aproximadamente R$ 360 bilhões (US$ 200 bilhões).
Um fato polêmico deste episódio foi a falha do governo em prestar apoio e serviços imediatos para as áreas afetadas. Policiais chegaram a atirar em civis inocentes e confiscar armas de cidadãos que apenas tentavam defender suas casas.
O Katrina atingiu a categoria cinco em intensidade. Seus resquícios ainda são evidentes em Nova Orleans, cujos esforços para reconstruir a cidade ainda estão andamento.






Fonte: opiniaoenoticia.com.br / info.abril.com.br / noticias.r7.com / www.sitedecuriosidades.com
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