Como combinar sapatos altos, rasteiros e sandálias

A moda anda bem mais democrática e hoje fica mais fácil encontrar modelos que aliam beleza e conforto. Cada um tem uma qualidade, só é preciso coerência na hora de usar.
Sejam de saltos baixos, médios ou altos, de cortes abotinados ou com heranças masculinas, os calçados do guarda-roupa feminino podem ter variações de cores e texturas. É exatamente isso que faz deles o item de consumo mais desejado entre as mulheres. E ainda por cima, aparecerem tantas opções tentadoras a cada nova estação que é difícil resistir.

Mas é preciso precaução na hora de calça-los. Comece pensando no tempo que você vai permanecer de pé. A melhor escolha, para quem fica muito tempo em pé, são saltos mais baixos, como os quadrados. Eles oferecem mais estabilidade e não prejudicam tanto o nosso corpo. Reserve os saltos finos e altos, que deixam qualquer mulher mais esbelta, para momentos especiais.

E não pense que os calçados rasteiros (como sandálias de dedo, sapatilhas e tênis) estão liberados a todo custo. Abandonar totalmente os saltos e priorizar o pé no chão também não é a atitude ideal. Sapatos sem salto algum não fornecem nenhum dispositivo que absorva o impacto da pisada e isso pode causar dores nos pés e nas costas. Mas as caminhadas e passeios em terrenos irregulares exigem essa alternativa, que é confortável e não gera desequilíbrio na coluna.

Já que os especialistas recomendam variar, como fazer para combina-los?

Há uma regra básica que funciona para qualquer produção: o calçado deve complementar a roupa, e não competir com ela. Isso quer dizer que, se o sapato chama atenção, o traje precisa ser discreto e vice-versa.

 

Veja a diferença entre alguns modelos:

 

Sapatilha

Elas nasceram no século 18 e faziam parte do uniforme das criadas. Cem anos depois, passaram a ser calçadas por homens em bailes. Foi só na década de 20 que o modelo delicado e sem salto se popularizou, em versão boneca, inspirado nas sapatilhas de balé. A clássica Repetto, criada em 1947 pela mãe de um bailarino, é a mais famosa do mundo. As chamadas ballerines vestiram pés de Brigitte Bardot, Sarah Jessica Parker, Hillary Clinton e Kate Moss e se tornaram ícones fashion. Os modelos de bico redondo tendem a achatar a silhueta. Para reduzir esse efeito, procure calçar tons parecidos com o da sua pele.


Mary Jane

Há algo de Lolita nos sapatos de boneca que os fazem tão desejáveis. Afinal, é o sapato que todas nós calçamos quando pequenas. O fato é que, ao acrescentar um salto alto e um bico, o Mary Jane se torna algo completamente diferente e sensual. O modelo deixa os pés menores e mulheres de pernas grossas devem optar pelo salto mais grosso e tira mais fina.

 

Masculino ou Oxford

Apesar de ter inspiração masculina, o modelo pode ter toques delicados, como salto e bico fino. Mesmo em versões bicolores, é sempre de amarrar com cadarços. O segredo na hora de usar está em combina-lo com acessórios e peças bem femininas.

 

Tamanco ou clog

Feito de solado de madeira pesado e outras texturas bem brutas como couro e tachas, o tamanco não funciona em produções formais. O modelo é bem mais descontraído, e por isso também mais versátil.

 
Peep toe

É considerado um escarpin (clássico salto alto) que exibe parte dos dedinhos. Podem aparecer em modelos rasteiros, com salto anabela, fino, médio ou altíssimo, e são extremamente versáteis. Como é decotado e sem bico, o peep toe alonga a silhueta e é perfeito para as mais baixinhas. Apenas evite usá-lo com calças largas e saias longas.

 

Sandália abotinada e peep ankle

Parecem uma ankle boot, mas são abertas na frente e/ou atrás. Os modelos com tiras nos tornozelos devem ser evitados nas pernas grossas. Nesse caso, opte por uma calça skinny por dentro do calçado. E, assim como os peep toe, podem ser coordenados com meia-calça.

 

Sandália gladiadora

O modelo de tiras presas ao tornozelo precisa ser combinado com roupas apropriadas. Mulheres altas e magras podem usar os modelos de cano mais longo. As baixinhas ou fora de forma devem optar pelo comprimento só até o tornozelo. Como a característica dessa sandália é o excesso de tiras, o modelo não veste bem quem tem pouca altura ou pernas grossas, pois achata a silhueta e evidencia mais a parte inferior do corpo. O cuidado está na proporção da roupa, que precisa ser inversamente proporcional a altura do cano da sandália. Outra novidade que aparece nas sandálias são os cadarços. Em modelos altos, rasteiros ou peep-toes, as amarrações, que já apareciam nos sapatos masculinos e nas sandálias abotinadas, dão um toque moderninho às produções.

 

Tendência flúor

Por ser muito chamativa, limite a cor a uma peça: se vai de sapatos fluorescentes, complete o visual com cores neutras. Os tons claros, como nude, branco e perolado, dão destaque às cores neon. Já o preto faz boa companhia em produções mais formais.

 

Dicas úteis

- Quem é baixinha deve preferir modelos decotados, que mostrem bastante o peito do pé;
- Se você está acima do peso, use saltos médios e grossos, que dão estabilidade. Evite saltos muito finos e sapatilhas muito abertas;
- Para pernas curtas e grossas, o salto deve ser grosso e o modelo decotado. Sandálias que amarram na perna e sapatilhas devem ser evitadas;
- Pernas finas não ficam bem em modelos com bico muito fino, que dão a impressão de alongar mais os membros;
- Se você tem tornozelo grosso, alternativas que disfarçam a região são as plataformas e sapatos mais pesados. Esqueça os modelos com amarração no tornozelo ou muito fechados;
- Quem sofre de joanete deve procurar sapatos confortáveis e fechados, como sapatilhas e tênis, e fugir dos saltos altos;
- Pés gordinhos não ficam bem em sandálias com tiras muito finas. O ideal é investir em tiras grossas e molinhas;
- Peito do pé alto pode ser atenuado com modelos que têm tiras saindo do calcanhar em direção ao bico;
- Pés largos e chatos devem ficar longe de sandálias muito delicadas e bicos finos.

Fonte: www.minhavida.com.br

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...