Técnica do jaquetão deixa seios firmes sem usar silicone

Com o passar do tempo, os seios dificilmente conseguem manter o mesmo aspecto da juventude. Por isso, procedimentos para remodelá-los estão cada vez mais em alta no mercado de estética por levantarem a região sem precisar recorrer às próteses de silicone. Um dos mais famosos deles é a técnica do jaquetão, utilizada para combater a queda das mamas após os 35 anos.

No procedimento, o próprio tecido mamário da paciente é utilizado para que seja reorganizado e reposicionado no lugar original, dando um ar mais jovial e firme. “Ela não deve ser feita em quem tem seios muito grandes, pois pode haver sofrimento vascular no momento do intercruzamento dos retalhos”, explica Márcio Castan, cirurgião plástico e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). 

Em cada mama, o material da esquerda é deslocado e fixado do lado direito e o da direita é deslocado e fixado do lado esquerdo. Internamente, é como se os tecidos fossem dois braços cruzados, dando suporte à mama e deixando-a rígida e com o formato perfeito. Daí, os seios são levantados naturalmente. A técnica do jaquetão fixa os tecidos mamários nas costelas por meio de fios de nylon especiais e reagrupa o tecido em um único bloco de mama. Isso permite um contorno natural e deixa os seios durinhos, como se a paciente tivesse 17 anos. Externamente, na pele, é utilizada a técnica clássica do T invertido (com incisão areolar e cicatrizes vertical e horizontal).

Inovador, o método jaquetão recebeu o nome peculiar porque trabalha o tecido mamário como se ele fosse constituído por dois braços cruzados, dando assim melhor suporte à região e deixando-a mais tonificada. Além disso, confere às mamas um aspecto mais natural, longe do achatado comum de outros procedimentos, dando, inclusive, a impressão de que a paciente implantou silicone, devido ao preenchimento da parte superior do seio.   

 

Pós-operatório

Como todo procedimento cirúrgico, a técnica precisa de cuidados específicos no pós-operatório. Nos primeiros dias, é normal ter inchaço, hematomas e dor.  Por isso, além de manter-se em repouso quase absoluto na primeira semana, a paciente deve dormir de barriga para cima, em posição semissentada. Além disso, ao levantar-se, ela precisa se apoiar com o cotovelo ou contar com a ajuda de alguém. Também é importante evitar movimentos amplos com os braços e aguardar 30 dias antes de retomar os exercícios físicos, assim como usar um modelador pelo mesmo período. O sol também deve ser evitado por um mês, para não agravar as marcas e cicatrizes.

Apesar de eficaz, o procedimento não apresenta resultados imediatos. “A paciente não deve se preocupar com as formas intermediárias no decorrer das fases de evolução do pós-operatório, pois o efeito desejado só será alcançado um ano após a cirurgia”, alerta o especialista. A durabilidade dele, no entanto, depende de fatores naturais e do estilo de vida de cada pessoa, além de sofrer influência de hábitos pouco saudáveis, como o excesso de sol e a má alimentação.

Fonte: beleza.terra.com.br

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