Quais são as drogas sintéticas

Drogas sintéticas são substâncias ou misturas de substâncias exclusivamente psicoativas produzidas através de meios químicos cujos principais componentes ativos não são encontrados na natureza. O termo sintético é na realidade ao que designa, pois grande maioria dos fármacos consumidos para todos os fins são sintéticos, bem como aditivos alimentares e substancias utilizadas como cosméticos

Podem ser utilizadas sob as formas de injeção, comprimido ou pó, variando seu efeito e seus malefícios de acordo com a substância utilizada. São principalmente consumidas por jovens e adolescentes em seus períodos de divertimento que a partir do roteiro de lazer definido determinam a droga a ser utilizada.

A maioria das "drogas sintéticas" apresenta efeito psicotrópico: alucinógenos, estimulantes ou depressores (entorpecente) no sistema nervoso central (SNC) e são consideradas proscritas e/ou de uso controlado pelo Ministério da Saúde e Justiça (no Brasil).

 

 

Principais Drogas Sintéticas Proscritas

 

Anfetamina (“Bolinha” ou “arrebite”)

 

Droga produzida desde 1927 como vasoconstrictor, com ação semelhante à cocaína. Muitas drogas sintéticas são derivadas de anfetaminas.

 

 

LSD 25 (Dietilamida de ácido lisérgico)

 

Sintetizado em 1938, e usado como alucinógeno a partir da década de 1950.

 

Quetamina (Special-K)

Anestésico de uso veterinário e humano na forma líquida ou cristal branco que é aspirado. Foi produzido nos anos a partir da década de 1960.

 

 

GHB (ácido gama-hidroxibutírico)

 

É usado na forma de sal ou diluído em água (conhecido como “ecstasy líquido”). Inicialmente foi produzido como anestésico, e a partir da década de 1960 como droga alucinógena.

 

 

GLB (Gama-butirolactona)

Derivado do GHB, utilizado com a mesma finalidade.

 

 

 

PCP (Cloridrato de eniciclidina)

 

Pó branco cristalino solúvel em água que surgiu nos anos 70. É inalado, ingerido ou injetado.

 

 

Cetamina

 

Droga anestésica derivada do PCP para uso veterinário e humano produzida em 1965, utilizado logo como alucinógeno.

 

 

DOB (2,5-dimetoxi-4-bromoanfetamina)

 

Conhecida desde 1967. É um derivado da anfetamina, podendo ser usado como base para a produção do ecstasy.

 

 

PMMA (Para-metoximetilanfetamina)

 

Anfetamina modificada produzida com o nome de “mitsubishi”.

 

 

2-CB ( 4-bromo-2,5-dimetoxifenetilamina)

 

Conhecida como “nexus” tem efeito psicodélico semelhante ao LSD.

 

 

2-CT-7 (2,5-dimetoxi-4(n)-propiltiofenetilamina)

 

Com efeito psicodélico semelhante ao LSD. O D-CB e o 2-CT-7 foram produzidos na década de 70.

 

 

MDMA (Ecstasy, extase)

 

Um derivado de anfetamina. Comprimido ingerido por via oral. O ecstasy foi sintetizado em 1912, e o seu uso como entorpecente iniciou-se na década de 70 nos EUA.

 

 

4-MTA (4-metiltioanfetamina) (“flatliner”)

 

É uma anfetamina modificada produzida nos anos 70.

 

 

Ice

 

Uma anfetamina modificada. Um cristal branco semelhante ao gelo. Pode ser injetado, ingerido ou inalado. Surgiu nos anos 80.

 

 

Anabolizante

 

Versão sintética da testosterona. Comprimidos ou ampolas. Via oral ou intramuscular para aumentar a massa corporal.

 

 

MPTP (1-metil-4-fenil-1,2,3,6-tetrahidropiridina)

 

Surgiu na década de 80 provocando sintomas semelhantes ao mal de Parkinson.

 

Tratamento para Dependentes de Drogas Sintéticas

 

Drogas Legais Sintéticas

 

Também conhecidas como legal highs, são substâncias desenvolvidas em laboratório que simulam os efeitos estupefacientes das drogas ilegais, tais como maconha, ecstasy, LSD ou cocaína, mas que não utilizam ingredientes ou princípios psicoativos proibidos por lei. Em diversos países da Europa, especialmente na Grã-Bretanha, drogas pertencentes a esta nova categoria são vendidas legalmente em comércios de rua, em festivais de música, ou pela Internet em lojas virtuais, através de cartão de crédito.

As drogas legais sintéticas surgiram na Europa a partir de meados dos anos 90 na forma de drogas herbáceas (herbal highs) vendidas em pílulas à base de efedrina (princípio ativo extraído da planta asiática ma huang), que prometiam efeito similar ao do ecstasy ou LSD. Em 1997, a empresa britânica Herbal High Company lançou uma nova geração de produtos mais fortes com efedrina: Bliss Extra (que simulava o ecstasy), Road Runner (cocaína) e Space Kadet (LSD).

 

Balada x Drogas (Ecstasy, LSD, Balas e Doces)

 

No ano 2000, com a proibição da efedrina, veio uma nova geração bem mais potente de drogas legais, à base da substância BZP (1-benzil-piperazina), desenvolvidas na Nova Zelândia pela empresa Stargate International, e que deram origem ao termo legal highs. Segundo o dono da empresa, Matt Bowden, sua indústria passou a trabalhar junto ao governo neozelandês numa política de redução de danos que visava diminuir os riscos do usuário, regulando tais drogas em vez de proibi-las.

Em 2008, no entanto, o novo governo da Nova Zelândia resolveu proibir o BZP, que continua sendo a base das legal highs mais populares e ainda é legal em alguns países da Europa. No Reino Unido, o mercado se expandiu a partir de fins dos anos 90 com uma brecha legal que permitia a venda de cogumelos mágicos, desde que vendidos frescos e sem preparo.

Em 2004, houve uma explosão de vendas com mais de 400 varejistas no negócio, e em 2005 o governo decidiu proibir o produto. Como resultado da proibição, os comerciantes lançaram uma variedade imensa de alternativas, incluindo outros cogumelos, salvia e um grande número de ervas psicoativas que mimetizam os efeitos de cada droga ilegal existente.

Segundo jornalistas do jornal britânico “The Independent”, que experimentaram algumas legal highs para fazer uma reportagem, as pastilhas de festa que simulam os efeitos do ecstasy liberam a serotonina, um neurotransmissor, estimulam sensações de intimidade e êxtase, e reduzem as inibições.

A pastilha Blessed, além de uma visão turva e confusa, traria uma sensação de felicidade e forte afeição pelos em sua companhia, com uma duração de 3 horas e meia. Já as pílulas Happy Cap teriam efeito mais suave, com duração de 2 horas e meia, mas com uma forte perda de memória de curto prazo.

A repórter Gaia Vince, da revista New Scientist, relatou ter fumado legalmente uma dose da erva alucinógena Salvia divinorum, que a teria levado a uma “viagem de expansão de consciência” de cinco minutos, onde “objetos e pessoas pareciam de desenho animado, surreais e maravilhosos”.

No entanto, ela também relatou que sua boca ficou sem coordenação motora, que teve dificuldades para se manter em pé por alguns minutos após o fim da “viagem”, e que pingava de suor.

 

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