Papinhas caseiras ou industrializadas? Prós e contras! Veja algumas receitas

 

Antes de mais nada lembre-se de que todos os dados científicos indicam que a amamentação exclusiva com leite materno nos primeiros seis meses de vida é o ideal para bebês, por nutri-los de forma plena e protegê-los contra uma série de doenças.

Depois disso, a recomendação do Ministério da Saúde é que o leite passe a ser complementado por outros alimentos até os 2 anos de idade.

 

 

De 4 a 6 meses

 

Para muitas mães, a volta ao trabalho é o momento de iniciar a introdução de novos alimentos na rotina do bebê. Antes de tomar qualquer decisão, converse com seu pediatra para saber a opinião dele sobre o estado geral de saúde da criança.

Geralmente, as frutas são a primeira novidade que o bebê vai experimentar, e entrarão no lugar de uma mamada ou outra, de preferência no começo ou meio da manhã e meio da tarde.

Como o sistema digestivo do seu filho ainda é imaturo, não exagere na dose e comece com frutas mais suaves, como maçã, banana, mamão ou pêra.

Cada uma tem que ser dada separadamente primeiro (por ao menos três dias), para ter certeza de que não provocará reação.

Suco de laranja-lima também é outra opção, por ser rico em vitamina C e pouco ácido. Se estiver amamentando no peito, tente ensinar o bebê a usar um copinho, mais saudável que a chuquinha ou mamadeira.

Comece com quantidades bem pequenas (entre 30 ml e 50 ml) e nunca acrescente açúcar nem mel.

 

Papa de banana


Descasque a fruta e amasse com um garfo. Sirva com uma colher de plástico ou silicone. Bananas-maçãs tendem a prender o intestino, sendo recomendadas para o caso de diarreia, enquanto as nanicas soltam, sendo usadas para combater a prisão de ventre.

Papa de mamao


Lave bem a casca de meio mamão-papaia e depois corte o mamão na metade.

Retire com uma colher as sementes pretas e só use a polpa. Amasse e dê com uma colher pequena de plástico ou silicone.

 

Papa de maca


Lave bem a casca e corte a fruta na metade (você não precisa descascar). Com ajuda de uma colher pequena, vá raspando a polpa da maçã a partir da própria fruta.
Preste só atenção para que não escape nenhum pedacinho maior que possa engasgar seu filho.
Prossiga da mesma forma com pêras. Outra opção é passar a maçã no ralador.

A partir da aceitação de cada fruta individualmente, você pode começar a misturar duas delas para fazer uma papinha mais rica, como, por exemplo, banana com maçã, maçã com pêra, mamão com laranja.
O suco de laranja-lima também pode ser combinado e batido com outras frutas, como acerola, mamão ou maçã ou mesmo legumes, como cenoura ou beterraba.

 

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A partir de 6 meses

 

As papas salgadas são cozidas, mas nem por isso complicadas de fazer.


Elas entram na alimentação infantil para suprir as novas necessidades nutricionais e calóricas do corpo em desenvolvimento. Assim como as frutas, devem ser introduzidas aos poucos.

O segredo para que seu filho aceite os novos sabores é a repetição (sim, às vezes só na décima vez ele vai parar de cuspir!) e, acima de tudo, a paciência.

 

Depois de meses acostumado ao leite e ao sabor adocicado das frutas, é bem possível que faça muita cara feia até passar a apreciar o gostinho e a consistência das sopas.

Os pediatras recomendam que elas sejam amassadas ou passadas na peneira, em vez de ser batidas no liquidificador, para que a mastigação seja mais estimulada.

Nessas primeiras sopinhas, as carnes normalmente são retiradas, porém um pouco mais para a frente, quando você passar para uma próxima fase da alimentação que as inclua junto da papa.

Aí sim talvez você tenha que recorrer ao liquidificador, porque é difícil desfiar a carne bem pequenininha.

De início, nem é necessário acrescentar sal à preparação, e quando ele for usado, tem que ser com muita moderação, para não sobrecarregar os rins do seu filho. Normalmente, a sopa parece muito suave ao paladar do adulto.

A papa salgada pode ser primeiro servida na hora do almoço e, após algumas semanas, na hora do jantar também, substituindo as mamadas correspondentes. 

 

Receitas

 

Papa de caldo de carne com cenoura e chuchu

100 gramas de carne (um bife pequeno de carne magra, como coxão duro ou músculo)
1 cenoura
1 chuchu
água filtrada

Corte a carne em cubinhos e refogue em uma panela com um pouco de óleo vegetal. Acrescente uma pitada de sal e, quando a carne pegar uma corzinha, coloque a cenoura e o chuchu descascados e cortados em pedaços pequenos. Cubra com água filtrada e cozinhe, com tampa, em fogo baixo até que os legumes estejam moles (aperte com um garfo). Separe a carne. Amasse os legumes com um garfo ou passe-os na peneira. Sirva com uma colher, só tomando cuidado para que não esteja quente demais.
Rende de 2 a 3 porções

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Papa de caldo de carne com abóbora, mandioquinha (ou batata) e cenoura

100 gramas de carne bovina magra, como coxão duro ou músculo
1 fatia de abóbora
1 mandioquinha
1 cenoura
água filtrada

Corte a carne em pedaços e refogue em uma panela com um pouco de óleo vegetal. Quando começar a ficar corada, acrescente a abóbora, a mandioquinha e a cenoura descascadas e grosseiramente cortadas e uma pitada de sal, se desejar. Cubra tudo com água filtrada, tampe a panela e cozinhe em fogo baixo até que os legumes estejam moles (a abóbora pode levar mais tempo que a cenoura). Separe a carne e amasse o resto com um garfo ou passe pela peneira.
Rende de 2 a 3 porções

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Papa de caldo de carne com batata-doce e beterraba

100 gramas de carne bovina magra, como coxão duro ou músculo
1 batata-doce pequena
Meia beterraba
Água filtrada

Corte a carne em pedaços e refogue, até começar a pegar cor, em uma panela com óleo vegetal. Acrescente a batata-doce e a beterraba descascadas e cortadas, assim como uma pitada de sal. Adicione a água até cobrir tudo. Tampe e deixe cozinhar até que tudo esteja mole. Retire a carne e amasse a mistura que ficou com um garfo ou passe por uma peneira.
Rende de 2 a 3 porções

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Papa de caldo de frango com mandioquinha e beterraba

100 gramas de peito ou coxa de frango (1 filé ou 1 coxa)
1 mandioquinha
Meia beterraba
Água filtrada

Corte o frango em pedaços pequenos e refogue em uma panela com um fundo de óleo vegetal. Coloque uma pitada de sal e, quando o frango começar a ficar esbranquiçado, junte a mandioquinha e a beterraba descascadas e cortadas. Cubra com água e deixe a sopa cozinhar, com a panela tampada e o fogo baixo, até que os legumes estejam moles. Separe o frango e amasse o resto com um garfo ou passando por uma peneira.
Rende de 2 a 3 porções

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Papa de caldo de frango com abobrinha, batata e cenoura

100 gramas de peito ou coxa de frango
1 abobrinha
1 cenoura
1 batata
Água filtrada

Com o frango cortado em cubos, aqueça óleo vegetal em uma panela e refogue até que mude de cor. Acrescente então a abobrinha, a batata e a cenoura descascadas e cortadas e uma pitada de sal, se quiser. Cubra tudo com a água e cozinhe lentamente até os legumes amolecerem. Retire o frango e amasse a mistura restante com um garfo ou passe na peneira.
Rende de 2 a 3 porções

 

 

Papa de caldo de frango com batata-doce e chuchu

100 gramas de peito ou coxa de frango
1 batata-doce
1 chuchu
Água filtrada

Corte o frango em pedaços e refogue no óleo vegetal até que esteja esbranquiçado. Junte a batata-doce e o chuchu descascados e cortados e uma pitada de sal, se desejar. Acrescente a água filtrada até cobrir tudo e deixe cozinhando, em fogo baixo, até que tudo esteja mole. Separe o frango e amasse o resto com um garfo ou passe na peneira.
Rende de 2 a 3 porções


Outro jeito de se organizar para fazer as sopas ou papas é cozinhar uma panela grande só do caldo: um pedaço de carne magra ou um peito de frango, água filtrada, uma pitada de sal, se quiser um pouco de cebola.

Cozinhe tudo em panela tampada ou panela de pressão. Aí você congela o caldo em recipientes pequenos e no dia-a-dia cozinha os outros ingredientes das receitas acima direto no caldo.

Depois de uma ou duas semanas com essas sopinhas bem básicas, os passos seguintes, que variam conforme o pediatra, serão acrescentar a elas caldo de leguminosas (como feijão, lentilha, grão-de-bico) e verduras (como brócolis, couve, espinafre, escarola), além de passar a incorporar a carne ou frango junto do caldo.

Há quem prefira esperar também até aqui para incluir macarrãozinho nas sopas.

 

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É preciso combinar uma proteína animal, um legume, um carboidrato e uma folha para oferecer uma alimentação equilibrada para seu bebê. Entretanto, existem alguns alimentos que deve ser banidos do prato do bebê por oferecerem risco à saúde dos pequenos.

    • Sal (nem uma pitadinha)
    • Óleo vegetal ou azeite para refogar: refogue com água e adicione um fio de óleo ou azeite na hora de servir
    • Manteiga
    • Margarina
    • Bacon
    • Linguiça
    • Carnes gordurosas, com gordura ou pele
    • Embutidos, como presunto, salsicha ou peito de peru
    • Enlatados, como seleta de legumes e atum
    • Queijos
    • Leite de vaca (mesmo os de caixinha)
    • Creme de leite
    • Iogurte
    • Sopas de pacotinho
    • Temperos e caldos industrializados
    • Macarrão instantâneo (mesmo se for só o macarrão, sem o tempero)
    • Frutos do mar (mas peixe está liberado desde os 6 meses)

Alguns alimentos são proibidos para o bebê por conterem muito sódio ou gordura, outros por serem altamente alergênicos. Durante o primeiro ano de vida, fique de olho n o que não colocar na papinha. Depois, com o acompanhamento do pediatra e/ou de um nutricionista, a criança pode ir ampliando seu paladar com segurança e saúde.

 

 

16 Alimentos que criança não deve comer antes de 2 anos

 

CHOCOLATE: É rico em açúcar, gordura e cafeína. E até os 2 anos o açúcar deve ser evitado ao máximo.

 

BALAS / PIRULITOS: Além do risco de engasgar, é açúcar puro. Ou seja, definitivamente não!

 

ACHOCOLATADOS: Até alguns fabricantes dizem que não devem ser consumidos antes dos 3 anos, ou indicam uma quantidade de consumo à partir dos 3 anos menor que a “usual”. Achocolatados são praticamente açúcar.

 

CAFÉ: É rico em cafeína, deve ser evitado em crianças com 1 ano. Existem estudos que dizem que pode ser consumido à partir dos 3 anos, outros dos 7 anos.

 

Salgadinhos, biscoitos (bolachas) doces e biscoitos (bolachas) recheadas: Ricos em sódio, ingredientes transgênicos, glutamato, corantes, gordura. Prefira sempre as opções mais naturais, caseiras.

 

Embutidos (peito de peru, salsicha, mortadela, presunto, salame): Bom de sódio, gorduras, conservantes, corantes, nitrato (responsável por deixá-los avermelhados) que é cancerígeno. é porcaria pura.

 

REFRIGERANTES: Esse devia ser evitado pra todo o sempre, afinal, eles não oferecem nada de bom.

 

Bebidas achocolatadas prontas: Ricas em açúcar e gorduras.

 

Bebidas lácteas: A grande maioria são ricas em açúcar, corantes e conservantes. Existem algumas marcas que são iogurte natural batido e não contém os conservantes. Pra adoçar, bata com fruta.

 

Leite fermentado: Apesar de ter a vantagem dos probióticos, são ricos em açúcar. Por isso é melhor esperar ter mais de 2 anos.

 

Bebida à base de soja: Alguns estudos dizem que soja deve ser consumida quando mais velhos.

 

Petit Suisse: Corantes, açúcar, conservantes …. Alguns fabricantes dizem que não deve ser consumidos antes de 3 anos.

 

Sucos industrializados com açúcar: Optem pelas opções naturais ou os sucos industrializados sem açúcar.

 

Comidas prontas industrializadas (nuggets, hamburgueres, almondegas, lasanhas e etc): Sódio, espessantes, nitrato, gordura …. optem pelas opções caseiras sempre.

 

Gelatina: Corante, açúcar e mais nada. Até mesmo a que existe no mercado mais saudável, com corantes naturais tem açúcar, orgânico, mas tem. Até 2 anos é melhor não consumir.

 

Macarrão instantâneo: Excesso de sódio e não adianta falar que usa só o macarrão, pois o mesmo também é porcaria pura.

 

Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, açúcar deve ser oferecido após os 2 anos, assim as Crias já terão se acostumados com outros sabores, terão firmado seus hábitos alimentares e terão menos chances de serem os formiguinhas e desencadear um monte de doenças por causa do alto consumo do açúcar.

Além do açúcar, outro vilão na alimentação de nossos pequenos é o sódio. eles está presente em alta quantidade na maioria dos produtos industrializados e também merece nossa atenção.

 

 

Papinha industrializada faz mal

De um lado, a praticidade. Do outro, a preocupação com os nutrientes.

 

Em primeiro lugar, é preciso confiar na marca da papinha. De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, todos os alimentos disponíveis no mercado devem seguir valores de referência de ingestão dietética. No Brasil, segue-se a DRI (Dietary Reference Intakes). No entanto, nem todos os fabricantes fornecem a quantidade de vitaminas presentes nas embalagens. Para ser saudável, a papinha não deve possuir corantes, conservantes, acréscimo de açúcar e gordura trans. Fique também de olho no sódio, dando preferência aos produtos que contêm a menor quantidade.

 

A papinha industrial é vantajosa pela praticidade e rapidez. É bom recorrer a ela somente quando não houver tempo para preparar a refeição com ingredientes naturais, como no caso de passeios ou em viagens longas, já que a papinha caseira pode estragar no caminho por causa da temperatura inadequada.

 

A papinha industrializada não estraga facilmente por causa da pasteurização e do controle dos ingredientes, mas, depois de aberta, deve ser consumida em até 24 horas, desde que seja conservada em um refrigerador. Pode ser aquecida no micro-ondas ou em banho-maria, conforme for mais prático.

Em geral, as papinhas industrializadas apresentam consistência, cor e sabor semelhantes, o que acaba tornando a alimentação monótona e sem graça. Lembre-se: um prato colorido e com consistências diferentes estimula o seu pequeno a comer com mais vontade e desenvolver melhor o paladar, a mastigação e a percepção dos alimentos.

 

As vitaminas e/ou minerais se perdem com o processamento industrial? Quando se oferece esses preparos prontos, o alimento é menos nutritivo?

Pelo contrário, o processamento industrial ajuda a conservar os nutrientes das papinhas devido à esterilização em alta temperatura e ao fechamento a vácuo. No entanto, é importante saber que a biodisponibilidade das vitaminas e dos minerais de um alimento in natura é sempre melhor. Em outras palavras, as substâncias do bem são mais bem aproveitadas pelo organismo. Portanto, se sobrar um tempinho, é melhor preparar a refeição em casa.

 

As frutinhas prontas são muito pastosas e não favorecem o desenvolvimento da mastigação. O melhor é dar a fruta fresca mesmo: melancia, laranja, banana… É muito importante deixar a criança se acostumar com diferentes texturas de comida, seja mais consistente ou mais mole. Sempre fique de olho para seu pequeno não engasgar. Uma sugestão da odontopediatra Mariângela Schalka é deixar a criança com um pedaço da fruta pequeno (sem cortar em cubinhos), como um pedaço de abacaxi ou um gomo de tangerina. Isso estimula a percepção do alimento, a adaptação da mastigação e a sensibilização da língua. Fora que não tem nada mais gostoso do que ver uma criança se deliciando, com uma frutinha, ao tentar comê-la.

 

Até que idade as papinhas industrializadas são recomendadas?

As papinhas industrializadas possuem, nos rótulos, sugestões de idade para a criança consumi-la. No entanto, vale controlar a textura do alimento, preparando a refeição em casa, mantendo pedaços maiores. O momento de transição do líquido para o sólido é muito importante para o desenvolvimento da mastigação. É necessário fazer uma transição progressiva. No início, por volta dos 6 meses de idade, amasse a papinha com um garfo. Batata, carne cozida e cenoura são boas pedidas.

Procure usar a peneira nos dez primeiros dias. Aos poucos, deixe pedaços de alimentos para que seu pequeno se acostume com a mastigação horizontal, responsável por triturar o alimento. Quando a papinha é somente pastosa, a criança só registra o movimento horizontal, no qual a língua leva a comida para a garganta para ser engolida. A ideia da progressão de consistência é fazer com que a criança consiga fazer a modulação da mastigação, por volta de 1 ano de idade. Mesmo se tiver poucos dentes na boca ou nenhum, o pequeno vai conseguir amassar um alimento mais mole, como uma batata cozida, com a própria gengiva.

 

Saiba como fazer receitas de papinhas saudáveis para o seu bebê passo-a-passo

 

Fonte: brasil.babycenter.com/ diiirce.com.br/ bebe.abril.com.br/

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