Como mulheres grávidas podem se proteger da Zika

Entre 2015 e 2016, já são mais de 4,7 mil suspeitas da malformação em crianças brasileiras, provavelmente associadas à expansão do vírus.

 

Uma doença que vem assustando e mobilizando nações e entidades, inclusive a OMS, é a febre zika. Nem tanto por seus sintomas e resultados, mas pelo que pode acontecer quando ocorre em conjunto com outras doenças.

O vírus da zika foi isolado pela primeira vez em 1947, em macacos rhesus que habitavam a floresta Zika na Uganda, África. O estudo era para o monitoramento da febre amarela. O primeiro caso em um humano ocorreu em 1964, sendo que os sintomas observados na época continuam os mesmos até hoje. Em 2007, houve um surto na Oceania e em 2015 a doença foi relatada pela primeira vez no Brasil. Noticiados mais de 1,5 milhão de contágios no país desde o ano passado, está sendo considerada a primeira grande epidemia de zika no mundo.

Vários casos de microcefalia no Brasil e até nos Estados Unidos têm sido atribuídos ao vírus contraído durante a gestação. Estudos estão sendo realizados em mais de 3.000 casos brasileiros. Vários países da América Latina têm orientado as mulheres a adiarem a gravidez a fim de não correrem riscos.

 

Sintomas

 

Seu contágio é principalmente através do mesmo mosquito transmissor da dengue e febre chikungunya, sendo os sintomas muito semelhantes aos destas outras duas doenças. São eles:

  • Dor de cabeça

  • Dor muscular

  • Dores leves nas articulações

  • Moleza

  • Febre baixa

  • Manchas vermelhas ou bolhas na pele

  • Coceira e vermelhidão nos olhos

 

Outros sintomas não tão frequentes:

  • Inchaço no corpo

  • Dor de garganta

  • Tosse

  • Vômitos

 

Cerca de 80% das pessoas que contraem o vírus sequer manifestam alterações clínicas. Aos que manifestam os sintomas, eles desaparecem entre 3 e 7 dias, podendo a dor nas articulações durar um pouco mais, até um mês. Não há maiores gravidades relatadas. A doença evoluiu para óbito pela primeira vez na história em junho de 2015, sendo relatada somente em novembro. Outras mortes atribuídas ao vírus já foram registradas no Brasil.

 

Tratamento

 

O tratamento é feito a partir de medicamentos que amenizam a dor, evitando o ácido acetilsalicílico (AAS) e anti-inflamatórios para não haver risco de hemorragias, assim como no tratamento da dengue. Repouso e hidratação acompanham o tratamento. Deve-se sempre buscar ajuda de um profissional da saúde ao perceber os sintomas.

 

 

Prevenção

 

Para permanecer afastado da doença, o melhor é combater o mosquito da família Aedes (Aegypti, Africanus, Apicoargenteus, Furcifer, Luteocephalus e Vitattus). As fêmeas podem viver até dois anos e sua procriação é grande, mais de 200 óvulos por vez. Elas se alimentam de sangue e não há vacinas para proteger os seres humanos do vírus transmitido. O Aedes Aegypti pode transmitir até 7 doenças, inclusive ao mesmo tempo, em uma mesma pessoa.

Mesmo que seja descoberto a tempo e o paciente consiga se curar, só os sintomas e o tratamento já falam por si, não corra o risco de passar por isso, o mosquito e a doença pode pegar qualquer um. Fique atento(a), cuide-se e cuide da sua família, faça a sua parte.

Você pode cuidar da sua casa, mas não da casa do vizinha, então, observe sim a casa ao lado, você não vai estar invadindo o espaço de ninguém, é seu direito e dever, denunciar quem não está cuidando.

 

Para a prevenção contra a picada do mosquito, alguns conselhos são dados:

  • Roupas compridas, calças, blusas e meias. (É difícil ter que ficar com essas roupas nesse calorão, mas é por isso mesmo).

  • Proteção de um repelente nas áreas expostas do corpo

  • Use telas nas janelas e evite deixar portas abertas de manhã e à tarde para evitar que os mosquitos entrem em casa

  • Evitar criadouros do mosquito, observando se há água limpa parada em locais da residência ou trabalho

  • Cultivar plantas dentro de casa que exalam odores repulsivos para os mosquitos. Algumas delas são: Alecrim, Citronela, Lavanda e Manjericão.

 

 

Microcefalia

 

A relação dos casos de microcefalia (cérebro menor do que o normal) com o zika vírus deixou gestantes e mulheres que querem engravidar apreensivas. Não é para menos: o próprio ministro da Saúde disse que quem quiser ter um filho agora deve redobrar os cuidados.

O vírus zika é transmitido pelo mosquito da dengue (Aedes aegypti) e também tem sintomas parecidos com os da doença endêmica, embora mais suaves. Há casos em que a febre zika, como ficou conhecida, nem apresenta sintomas. Os sintomas se resumem a febre, náuseas, dores e manchas pelo corpo que desaparecem em até cinco dias.

Como o surto do zika batia com nove meses antes dos bebês com microcefalia nascerem, foi lançada a hipótese. Quando o vírus foi encontrado no líquido amniótico de duas grávidas a relação se tornou ainda mais forte.

"Zika e dengue são vírus diferentes e, embora tenham manifestações parecidas, o zika tem uma estrutura genética mais parecida com a do vírus da rubéola do que da dengue. E a gente sabe que a rubéola causa problemas de má formação e aborto".

afirma Érico Arruda, presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia.

A decisão da mulher engravidar neste momento de muito calor, deve ser muito bem pensada.

"Esse controle de risco deve ser feito de forma individual e, se a mulher engravidar, tem que fazer as medidas de proteção até mesmo nas áreas de surto. Mas temos que lembrar que o surto tem um curto espaço de tempo.

"Temos que levar em conta que a temperatura vai aumentar, o período de chuva vai chegar, a proliferação vai aumentar. Se eu tivesse uma filha desejando engravidar, eu diria ‘vamos deixar esperar o verão e ver como a vai se comportar a disseminação do vírus no Brasil'",

diz Arruda.

 

 

Como mulheres grávidas podem se proteger?

 

De tudo o que o país já passou com essas doenças, ver crianças nascendo com a cabecinha em tamanho menor que o normal foi o pior, pelo menos na minha opinião é, o desespero tomou conta das mulheres que agora estão evitando a gravides e aquelas que já estão grávidas apenas o que resta é rezar.

O surgimento de casos em países vizinhos só fez o pânico crescer. De repente, a Colômbia iniciou campanhas pela luta contra o Aedes aegypti e, assim como o Brasil, viu o combate à doença se tornar a maior preocupação nacional na Saúde pública do país. Infectados surgiram nos EUA, Europa, Ásia, fazendo o temor crescer. A Organização Mundial de Saúde (OMS) decretou situação de emergência internacional alertando o mundo para os riscos de uma pandemia.

Nessa época de festas, muitas famílias estão evitando de viajar e até de participar de festas, por haver uma aglomeração de pessoas, esse também é um dos fatores que aumentam o risco de contagio.

A ONU chegou a  defender o aborto para grávidas infectadas com o zika vírus. Absurdo!

Punir quem produz o foco não punem, mas permitir acabar com uma vida, apenas para controlá-la, permitem.

 

 

Como se proteger?

  • As grávidas, mesmo no verão, devem usar roupas compridas, para que o mosquito Aedes aegypti não entre em contato com a pele.
  • É preciso também evitar se expor a grandes áreas, principalmente lugares com jardins e mato, onde o mosquito pode se proliferar mais.
  • Outra forma eficaz de se prevenir contra o Aedes aegypti é passando o repelente. Aqueles que têm Icaridina e DEET são os mais eficientes.

 

 

 

Passe repelente pelo menos três vezes ao dia em toda o corpo. Reponha sempre que molhar a pele ou se suar muito. Dê atenção especial às pernas e braços. Velas de citronela também ajudam.

 

Na verdade, qualquer repelente aprovado pela Anvisa ajuda na prevenção às picadas, mas a gestante deve estar atenta ao tempo de permanência na pele. Os três mais comuns são Icaridina, DEET, IR 3535.

Icaridina:  tem o tempo de ação mais longo, de acordo com o fabricante, que pode durar até 10 horas na pele. É fundamental lembrar sempre que esse tempo de duração é em situação ideal. Em momentos de transpiração alta, muito calor, é preciso reaplicar com mais frequência.

 

 

  • O mosquito costuma picar mais no início da manhã e no fim da tarde, então o ideal é ficar dentro de casa nesses períodos do dia.
  • Prefira roupas claras. O Aedes aegypti tem fotofobia, ou seja, aversão à luz, então as roupas claras são as mais indicadas para quem quer evitar a picada do mosquito.
  • Também é importante, com a ajuda de uma esponja, limpar os potinhos de água de seus bichos de estimação duas vezes por semana. O Aedes aegypti pode depositar ovos nas suas laterais.
  • Instale telas de proteção e mosquiteiros na sua casa, para evitar picadas. (entorno da cama aumenta a proteção durante a madrugada.)
  • Fuja de perfumes fortes: odores mais fortes atraem os mosquitos.

Caso haja terrenos baldios, imóveis abandonados ou moradores da região que não colaboram em extinguir os focos, é recomendado que se procure a fiscalização das prefeituras. Em horários de alta concentração de mosquitos, como o período da noite e início da manhã, a atenção deve redobrar.

Viagens não foram proibidas, mas pense bem, nunca se sabe o lugar que vai ter que passar, perto de um corrego, estradas com muito mato quando chove fica sempre um lugarzinho com água parada, aquele lugar que todo viajante passa pra abastecer o carro e a mulher aproveita pra ir ao banheiro, imagina o risco. Então, talvez o melhor seja ficar quietinha em casa.

 

 

Transmissão do zika por contato sexual.

 

Os Estados Unidos, através do serviço de saúde de Dallas, no Texas, divulgaram o registro com o caso de uma pessoa infectada após se relacionar com alguém que voltava da Venezuela. Como há a possibilidade de contaminação, gestantes devem usar preservativo em qualquer relação sexual.

 

 

 

Não adianta fazer exames periódicos para monitorar o zika

O exame diagnóstico que já foi desenvolvido para o zika vírus é inútil sem a presença de sintomas, então não há motivo para fazer exames preventivos. Além de só detectar o problema na fase aguda, 80% dos casos de zika são assintomáticos.

Infelizmente, o único teste que temos no momento, chamado RT-PCR, só é eficaz nos primeiros 5 a 16 dias de sintomas. Ainda não temos sorologias [exames laboratoriais] confiáveis que possam rastrear se o zika esteve no corpo em algum momento, nem se está em quantidade para causar malformação.

 

 

Quem teve zika (muito provavelmente) pode engravidar

Em geral, após contrair uma doença viral e se curar, o corpo produz anticorpos por toda a vida. O “senso comum” da medicina acredita que o mesmo acontece para o zika. O problema é que a ciência ainda não sabe o quanto é necessário de vírus para desencadear casos de microcefalia, nem quanto tempo essa quantidade leva para sair do corpo da paciente.

A estimativa dos órgãos médicos, até o momento, é de que o zika demora cerca de 16 dias para ser eliminado do corpo. Como não há comprovação do ponto de vista definitivo, médicos e cientistas chegaram a essa conclusão colocando como referência o funcionamento de outras doenças virais, como a rubéola, sífilis e toxoplasmose.

 

 

Os três primeiros meses de gravidez são mais críticos

Os efeitos de infecções virais sempre são mais preocupantes nesse período, porque é a fase de multiplicação das células e formação dos órgãos. No modelo hipotético, é pior. Mas, por ser uma doença nova e não conhecermos todas as nuances, é necessário se proteger a todo o tempo.

“Não pode esmorecer nos cuidados, pois não se sabe o quanto a infecção pode ser prejudicial em momentos específicos da gravidez”, afirma.

 

 

FEBRASGO cria cartilha com informações sobre as doenças

 

O documento assinado pelo professor Geraldo Duarte, integrante da FEBRASGO e responsável pelo Setor de Gestação de Alto Risco do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, na Universidade de São Paulo, já foi visualizado por mais de 3 mil internautas. “Trata-se de uma cartilha com informações importantes para orientação das gestantes”, diz o autor.

No arquivo, consultado por médicos e a imprensa, é possível obter detalhes sobre a manifestação do vírus, sintomas e sinais da Zika, forma de transmissão, explicação sobre tratamento, agravantes e razão da microcefalia, se a gestante pode solicitar o aborto e como evitar a infecção.

Para ter acesso à essa  Cartilha é simples. Basta clicar Aqui e baixar o PDF com todas as informações.

 

Fontes: familia.com.br/ / ultimosegundo.ig.com.br / exame.abril.com.br

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