Conheça as 3 doenças que seu pet pode ter em épocas frias


Em época de clima seco e baixas temperaturas, os bichos sofrem mais com alergias, distúrbios respiratórios e problemas causados por carrapatos. E os cães são ainda mais suscetíveis, por causa das aglomerações. Conheça os sintomas, como prevenir e como é feito o tratamento de cada uma delas. Proteja seu melhor amigo para que ele possa chegar saudável à primavera.

Conjuntivite

A conjuntivite canina vem se tornando uma doença bem comum entre os cães, principalmente os que moram em áreas urbanas, afetando os olhos e a visão do cãozinho infectado. Esta doença é mais propensa em animais que, por exemplo, andem bastante com a cabeça para fora de um carro em movimento, pegando vento direto nos olhos, mas ela pode afetar qualquer outro cachorro ou aqueles que moram em casas de ruas muito movimentadas.
É comum que os donos não percebam ou não deem muita importância quando seus cachorros parecem estar com alguma irritação nos olhos, só buscando auxílio de um veterinário quando a doença já está mais avançada. Cuidado. A conjuntivite canina deve ser levada a sério, pois sua evolução pode levar à cegueira.
Para começar, saibamos que as conjuntivas são mucosas que ficam embaixo das pálpebras, possuem coloração rosada clara quando estão saudáveis e sua função é proteger os olhos dos pets.
A conjuntivite acontece quando há a inflamação das conjuntivas, devido a funções climáticas, poluição, irritação por corpos estranhos (objetos ou poeira) ou trauma. Com isso, é importante saber que, ao contrário da doença nos humanos, a conjuntivite nos cães não é contagiosa.
 

Sintomas e tratamento da conjuntivite em cães
 
O aparecimento de inchaço e vermelhidão nos olhos do pet pode ser um sinal de conjuntivite, além de edema e corrimento através dos olhos. É importante ressaltar que, com a percepção destes sintomas, o dono não deve negligenciar e precisa levar o seu pet ao veterinário, pois, além de ser uma doença isolada, a conjuntivite pode ser sinal de cinomose, que é uma doença canina muito séria.
Após a confirmação do diagnóstico da conjuntivite no cachorro, dependendo da causa, o tratamento é bastante simples: aplicação de algum colírio receitado pelo veterinário e limpeza, com soro fisiológico, do olho acometido pela doença. Nos casos mais avançados, recomenda-se o uso de antibióticos. Depois disso, o cãozinho pode levar sua vida normalmente. 

 
Resumindo:
  • Causa: poluição e aumento da poeira no ambiente, que entra no olho quando o cão se coça.
  • Sintomas: secreção, mucosas vermelhas e intolerância à luz.
  • Risco: cegueira.
  • Prevenção: espalhar bacias de água pela casa e limpar os olhos do animal com água filtrada, de uma a duas vezes ao dia.
  • Tratamento: lubrificar os olhos com solução fisiológica e, no caso de infecção, aplicar colírio receitado por um veterinário.
Um remédio caseiro muito eficaz para reduzir a vermelhidão provocada pela conjuntivite canina é alternar compressas de água morna com fria. O frio permite reduzir a vermelhidão do olho afetado, ao mesmo tempo que diminui a inflamação, enquanto o calor é bom para aliviar a irritação. Deve deixar as compressas durante cinco minutos para que surja efeito. 

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Gripe ou tosse dos Canis

Assim como nós, nossos cachorros também podem pegar gripe. No caso deles, a doença é chamada de “tosse dos canis” ou “traqueobronquite infecciosa canina”. Esta gripe em cães é altamente contagiosa entre eles, mas é incomum evoluir para um quadro mais grave. Porém, do mesmo modo que a gripe que acomete os seres humanos, os cães doentes podem sofrer muito incômodo, tanto para comer quanto dormir.
O principal vírus que causa a gripe canina, é o vírus tipo de Influenza A ( H3N8 ) este vírus foi identificado pela primeira vez na Flórida, EUA no ano de  2004. A  gripe canina atinge principalmente o sistema respiratório do animal infectado e apesar de ser extremamente contagiosa entre os animais é inofensiva para nós humanos. Também como acontece entre as pessoas, alguns cães podem ser expostos ao vírus e combater a infecção sem apresentar sinais clínicos. 

 
O que causa a gripe canina?

Diversos agentes infecciosos podem ser os responsáveis pela gripe canina, podemos citar alguns, como é o caso do vírus parainfluenza, ou da bactéria Bordetella Bronchiseptica e do adenovírus tipo 2. Outros agentes que também podem estar presentes em animais infectados, são os micoplasmas, reovírus e herpesvírus, que também podem ser responsáveis diretos para a ocorrência da doença. Grande parte dos animais que adquirem gripe canina, são acometidos simultaneamente por uma combinação de micro organismos, sendo que o agente mais comum é o vírus da parainfluenza. Este vírus, provoca sintomas amenos que duram no máximo uma semana (se não estiver presente nenhuma bactéria, as bactérias são responsáveis ​​diretas pelo o que é comumente conhecida por ” tosse dos canis “). 

 
Como é transmitida a gripe canina?

Um dos fatores que contribuem para o aparecimento da gripe canina é o clima. Temperaturas frias com clima seco, facilitam a transmissão da gripe por meio de tosses e espirros de um animal infectado para outros que estejam sadios, mas vivam em contato com ele. Por isso é muito importante que assim que haja o diagnóstico de que seu peludo esteja infectado, ele seja separado imediatamente do convívio com outros animas. Lugares onde existem uma grande concentração de animais como pracinhas, canis, hotéis para cachorros, pet shops e até mesmo ruas movimentadas onde muitas pessoas passeiam com seus pets, tornam-se locais de risco para transmissão da doença.
Em filhotes com baixa imunidade, que ainda não tenham sido vacinados apropriadamente, a gripe pode ocorrer com uma intensidade  mais grave, por isso os cuidados com filhotes novinhos sempre devem ser redobrados, e eles também nunca devem sair de casa antes de concluir todo o esquema de vacinação, que geralmente é de 3 – 4 doses. 

 
Quais são os sintomas da gripe canina?

Cães infectados por gripe podem desenvolver quadros com sintomas médios ou graves. O sintoma mais evidente da gripe canina para ambos os casos é o corrimento nasal. Geralmente os cães também apresentam uma tosse seca e espirros, e nos casos mais sérios, febre e apatia, mas o principal sintoma é a tosse seca, inclusive a doença leva o nome de tosse dos canis devido a este sintoma. Esta tosse pode se agravar quando o cão faz esforço físico ou até mesmo quando durante um passeio a coleira causa desconforto.
Nos casos menos graves os sintomas não irão exceder os 30 dias, período em que os anticorpos do cachorro irão trabalhar para que o organismo reaja e a gripe desapareça naturalmente.
Em animais com saúde perfeita a gripe canina quando diagnosticada e tratada, geralmente causa apenas desconforto temporário ao cachorro. No entanto quando a gripe acomete animais imunodeprimidos ou filhotes de cães muito jovens ou cães velhinhos, a gripe pode ter consequências mais perigosas.
Também vale lembrar que assim como acontece com as pessoas, uma gripe canina mal tratada poderá evoluir para uma pneumonia, que da mesma forma, se não for cuidada, pode acarretar em risco de vida para seu peludo.
Cães infectados com o vírus da gripe canina podem desenvolver sintomas diferentes, quando acometidos pela forma mais grave da doença. Geralmente, eles irão apresentar uma febre alta, podendo evoluir muito rapidamente para um quadro de pneumonia. Quando isso acontece o perigo é que a pneumonia agrave-se rapidamente para um quadro de pneumonia hemorrágica. Nestes casos, o vírus da gripe afeta os vasos capilares dos pulmões, fazendo com que o cão tussa sangue e tenha dificuldade para respirar, se houver sangramento nos alvéolos. Em alguns casos, alguns animais também podem ser infectados pela pneumonia bacteriana, o que pode complicar ainda mais a situação.
Os sintomas incluem tosse, espirros, como na gripe mais amena, mas os animais também apresentam total falta de apetite, febre e mal estar. Também podem apresentar vermelhidão nos olhos, lacrimejação e coriza. 

 
Como posso saber se meu cachorro está com gripe canina?

É aconselhável levar seu cachorro ao veterinário assim que observar alguns dos sintomas descritos aqui. O veterinário irá realizar um exame físico e provavelmente irá solicitar um hemograma completo, para checar se houve um aumento das células brancas no sangue. Raios-X dos pulmões (radiografias) podem ser solicitadas para descartar se existe ou não um quadro de pneumonia.
Também poderá ser solicitado pelo veterinário uma sorologia do sangue, no intuito de confirmar o diagnóstico da gripe canina. Por isso é tão importante levar seu bichinho a um veterinário, somente um profissional capacitado está apto a fornecer um diagnóstico preciso para um problema com a saúde de seu animal.
 
Como evitar que meu cachorro pegue a gripe canina?

Existem vacinas que imunizam o animal e necessitam ser aplicadas anualmente, elas podem ser  injetáveis ou intranasais, as duas vacinas contra tosse dos canis mais conhecidas e utilizadas, são a Pneumodog (Merial) e a Bronchiguard (Pfizer).
Sempre que seu animalzinho tomar chuva, seque-o completamente, mantenha seu pet abrigado do vento e aquecido, procure evitar dias frios quando for dar banho e sempre seque completamente. As vacinas V8 e V10 são um grande aliado da saúde de seu pequeno, portanto acompanhe rigorosamente junto ao seu veterinário todo esquema de vacinação e nunca administre vacinas não éticas compradas em pet shop.
Em períodos de clima frio e seco, evite lugares com grande concentração de cães. Passeie sempre com seu peludo em áreas conhecidas por vocês. Não permita que seu cachorro passeie sem guia, a coleira é uma forma muito eficaz de proteger seu amigão de colocar o focinho aonde não deve. 

 
Como curar a tosse dos canis?

O tratamento da tosse dos canis ou gripe canina é bem simples e geralmente tem um prognóstico bastante favorável, na maior parte dos casos, os cachorros com gripe são curados com facilidade, tendo apenas alguns cuidados básicos como não tomar friagem, repouso e isolamento de outros cães. Apenas se necessário é feita a administração medicamentos como antitussígenos. Outros medicamentos poderão ser administrados no caso de existir um infecção bacteriana secundária.
Já em casos mais graves a gripe canina será tratada de forma mais intensiva, necessitando inclusive de internação, até que o estado clínico do pet se estabilize.
Por isso fique atento! Qualquer sinal de que seu peludo possa estar com gripe canina, leve-o imediatamente a um veterinário para examiná-lo e avaliar sua condição física. Não esqueça, apenas o veterinário será capaz de medicá-lo da maneira adequada. 

 
Resumindo:
  • Causa: inflamação contagiosa na traqueia, provocada pela bactéria Bordetella.
  • Sintomas: tosse seca persistente.
  • Risco: pneumonia.
  • Prevenção: evitar aglomerações e vacinar o bicho anualmente.
  • Tratamento: dar remédio para tosse, fazer inalação e, nos quadros mais complicados, usar antibiótico.
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Doenças do Carrapato (Erlichiose e babesiose)



Se apresentando de dois modos, a erlichiose (ou erliquiose) e a babesiose, a doença do carrapato é mais comumente transmitida através do rhipicephalus sanguineus, o conhecido carrapato marrom, que se aloja no corpo do cachorro e se alimenta de seu sangue. As duas formas da doença são causadas por agentes diferentes, e também podem acometer o cachorro juntas, agravando ainda mais o estado clínico do animal.
A babesiose age sobre os glóbulos vermelhos, enquanto a erlichiose ataca os glóbulos brancos do sangue, destruindo-os e afetando o organismo do cão infectado. O sintoma mais claro da doença do carrapato é, provavelmente, a depressão. A enfermidade gera fraqueza, anemia, febre, perda de apetite, levando ao cansaço e ao desânimo.
Se um cão que costuma ser ativo e gostar de brincar começar a preferir ficar mais tempo deitado e sem se movimentar, uma visita ao veterinário é recomendada. Contudo, também é possível que a doença passe despercebida em um cão que passe mais tempo sozinho em casa ou que seja menos ativo, por isso é tão recomendado que ele sempre passe por visitas periódicas ao veterinário para exames e um check-up geral.

As doenças do carrapato são diagnosticadas por exame de sangue, que pode dar sinais de alteração desde um hemograma com leucograma simples, porém existem exames mais específicos para o diagnóstico, como a sorologia para hemoparasitose, que normalmente inclui babesia e erlichia.
Tanto a erliquiose quanto a babesiose tem tratamento e podem ser curadas através de medicamentos ministrados pelo veterinário, porém, o mais interessante de se ressaltar é a importância do controle do ambiente, buscando sempre mantê-lo livre dos carrapatos que transmitem a doença. Quanto antes se inicia o tratamento maior a chance de eficácia.
Já no inicio do tratamento o animal apresenta uma melhora nos sinais clínicos, mas para uma eliminação total normalmente é necessário um tempo maior, levando semanas a meses para efetivamente livrar o animal da hemoparasitose.
O tratamento deve ser iniciado o mais cedo possível, a doença do carrapato pode levar a uma degeneração da medula, que é a parte do corpo responsável pela produção dos glóbulos vermelhos entre outros, causando uma anemia profunda e podendo levar o pet a óbito.
 

Como tirar um carrapato do meu cachorro?
 
Se durante uma inspeção no corpo do seu pet, em busca de carrapatos, você encontrar um, procure não tirá-lo com a mão. Isso pode fazer com que ainda alguma parte do parasita fique no corpo do animal, podendo causar infecções. O ideal é aplicar algumas gotas de vaselina ou de parafina ao redor do carrapato, esfregar com cuidado até amaciar a pele e depois tentar retirá-lo com cuidado.
Após inteiramente retirado, o carrapato deve ser colocado em um recipiente com álcool, para eliminá-lo do ambiente junto com seus ovos. Além disso, existem no mercado pinças desenvolvidas especialmente para a retirada de carrapatos, que podem ser encontradas em lojas especializadas em pets. Não se esqueça de lavar bem as mãos após manipular o seu pet infectado.
Melhor do que remediar é prevenir, se seu animal mesmo depois de tratado continua sempre voltando a ficar infestado de carrapatos, utilize remédios para carrapato com a frequência recomendada na bula, normalmente uma vez ao mês, para que ele fique sempre livre destas doenças do carrapato.
 
Resumindo:
  • Causa: picada de carrapato contaminado,que vive mais tempo em praças e parques com a escassez de chuvas.
  • Sintomas: febre, falta de apetite, manchas e sangramentos (nariz e gengiva).
  • Risco: morte por anemia, hemorragia e insuficiência renal.
  • Prevenção: passar produto contra carrapatos a cada 21 dias nos cães que têm acesso à rua e mensalmente nos peludos que não saem de casa.
  • Tratamento: eliminar os carrapatos e dar antibiótico para curar a doença.
Esses são as três doenças que mais prejudicam os pets no inverno, por isso, fique atenta e cuide bem do seu bichinho. Prevenir é sempre o melhor remédio. Evita sofrimento e gastos que sempre veem em momentos difíceis

Fonte: www.cachorrogato.com.br / www.blogdocachorro.com.br
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