Lendas e contos de Natal


O Natal é a data mais importante do calendário cristão, quando é celebrado o nascimento do Menino Jesus. Mas quando falamos sobre Natal, podemos abrir um leque de histórias, contos e tradições, que até hoje são transmitidas de geração a geração.
Para que sua festa fique ainda mais bonita e alegre, vamos contar um pouco sobre as histórias que existem por trás de alguns símbolos e enfeites natalinos, e vamos expor o que eles representam para esta época de harmonia e paz entre amigos e familiares.


Lenda de São Nicolau

Um dia, três crianças perderam-se na floresta vizinha à cidade de Mira, onde São Nicolau tinha a sua diocese. Andaram durante todo o dia e estavam muito cansadas quando, ao cair da noite, avistaram luzes ao longe. Dirigiram-se rapidamente nessa direcção e verificaram que as luzes vinham de uma casa.
Bateram à porta e apareceu-lhes um homem.
Era um carniceiro e tinha um ar de tal modo terrível, que as pobres crianças tiveram medo. Mas como também tinham muita fome e estavam exaustas, ultrapassaram o medo e entraram na casa. O homem deu-lhes de comer e de beber e convidou-as a ali dormirem.
Assim que as crianças adormeceram, o carniceiro matou-as e meteu-as na salgadeira, como fazia aos porcos.
Passaram-se sete anos e um dia São Nicolau, que tinha ali vindo à floresta, foi bater à porta da casa do carniceiro. Este reconheceu logo o bispo de Mira e convidou-o a entrar; depois, ofereceu-lhe carne de carneiro. Mas São Nicolau recusou e disse-lhe que preferia da carne que estava na salgadeira há já sete anos.
O carniceiro percebeu logo que São Nicolau estava ao corrente do crime que ele tinha cometido e fugiu.
São Nicolau aproximou-se então da salgadeira onde estavam as crianças e colocou as mãos por cima. E produziu-se um milagre: as três crianças ressuscitaram e saíram sãs e salvas da salgadeira.
A boa nova espalhou-se por todo o lado e, a partir daí, as pessoas passaram a venerar ainda mais São Nicolau por este milagre.
Também diz a lenda que São Nicolau era um homem muito rico e muito generoso. Conta-se que ele distribuía dinheiro aos pobres e presenteava as crianças que não tinham com o que se alegrar. Faleceu no dia 6 de dezembro, tornando este dia o Dia de São Nicolau. Esta data é muito lembrada e comemorada em alguns países do oriente, onde os pais ainda presenteiam seus filhos fazendo uma referência a São Nicolau.
Por causa da proximidade de sua festa com a data do nascimento de Cristo, acabou-se transferindo lentamente a tradição de presentear as crianças para o dia 25 de dezembro. Os pais costumavam dizer que era São Nicolau quem trazia os presentes do céu. São Nicolau foi se tornando um símbolo natalino e o 1º Papai Noel reconhecido pelo mundo.

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Lenda da aranha de Natal

Há muitos, muitos anos vivia na Alemanha uma família muito feliz. Naquele dia era véspera de Natal e a mãe andava ocupadíssima a limpar a casa e a decorar a árvore.
Num canto da casa, lá mesmo junto ao teto, estava uma aranha que, ao ver a mãe com a vassoura na mão a limpar, subiu escadas acima e foi esconder-se no sótão.
Quando já era noite e toda a casa estava em silêncio, a aranha desceu as escadas devagarinho e foi então que viu a linda árvore de Natal brilhando de mil cores. Não conseguiu resistir à tentação e apressou-se a subir pelo tronco acima e ao longo dos ramos. Sentia-se tão feliz que se esqueceu de que era uma aranha, e que as aranhas andam sempre a tecer teias.
Pobre árvore! Quando a aranha chegou ao cimo da árvore, esta já estava toda coberta de poeirentas teias de aranha cinzentas.
A aranha ficou triste e não sabia o que fazer quando ouviu um barulho e viu que era o Pai Natal que chegava com os presentes para as crianças. Encheu-se de coragem e pediu-lhe humildemente para a ajudar a reparar o que tinha feito.
O Pai Natal viu a árvore coberta de teias de aranha e ficou um pouco embaraçado. Mas pôs-se a pensar e logo depois sorriu. Já sabia como resolver esta triste situação, deixando ao mesmo tempo a aranha feliz e sem que a mãe visse a árvore coberta das desgraciosas teias.
O Pai Natal transformou pura e simplesmente as teias em fios de prata e de ouro!
E a árvore luzia e tremeluzia como nunca!
E foi assim que a partir daquele dia as pessoas passaram a enfeitar as árvores de Natal com grinaldas e outras decorações cintilantes e a colocar uma aranha nos ramos para lhes dar sorte!

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Lendas das pinhas de prata

Era uma vez uma família muito pobre, que mal tinha pão para comer e lenha para se aquecer.
O Natal estava quase à porta e apesar de fazer muito frio, a mãe decidiu ir apanhar pinhas na floresta mais próxima, que depois venderia no mercado. Com o dinheiro da venda, compraria comida para alimentar a família.
Assim que apanhou a primeira pinha, ouviu uma voz perguntar-lhe:
- Porque é que estás a apanhar as minhas pinhas?
A mãe levantou a cabeça e viu um anão, a quem contou a sua triste história. O anão teve um sorriso bondoso e disse-lhe:
- Vai até ao bosque mais próximo e colhe lá as pinhas, pois são muito melhores do que estas.
A mulher assim fez, mas como o bosque ainda era longe, quando lá chegou estava muito cansada. Sentou-se debaixo de um pinheiro e pôs o cesto ao lado. Então, para seu espanto, viu que as pinhas caíam da árvore como por milagre. Apanhou-as rapidamente e voltou para casa.
Quando lá chegou, destapou o cesto e viu que as pinhas se tinham transformado em prata.
E assim, aquela família pobre nunca mais passou fome nem frio. A acreditar na lenda, devemos ter sempre em casa uma pinha para nos dar sorte.

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Lenda do Pinheiro

Quando a Sagrada Família era perseguida pelos soldados de Herodes, que matavam todos os bebés recém-nascidos do sexo masculino, houve muitas plantas que lhes ofereceram abrigo. E, segundo conta a lenda, uma delas foi precisamente o pinheiro.
De muito fugirem aos soldados, a Virgem Maria sentia-se já muito cansada. Os pés doíam-lhe de andar tanto e os braços mal podiam com o Menino, que carinhosamente levava ao colo. Assim, José, o seu marido, resolveu parar junto à berma de uma floresta de pinheiros para que ela pudesse repousar um pouco.
Descobriu então um velho pinheiro, onde na Primavera os passarinhos vinham construir os seus ninhos, e cujo tronco estava, por isso, quase todo oco e podia oferecer-lhes um maravilhoso abrigo e esconderijo.
José disse à Virgem Maria para entrar para dentro do tronco do pinheiro com o Menino Jesus. Ela assim fez, e José entrou logo depois.
Daí a pouco, ouviram o trote dos cavalos dos soldados e tiveram medo de que eles os descobrissem. Mas, ó milagre! O velho pinheiro dobrou os seus ramos como uma pessoa deixa cair os braços e tapou a abertura.
E assim os soldados passaram e não os viram. Algum tempo depois, quando os soldados já se encontravam longe, José e Maria puderam sair da árvore e seguir viagem. Foi então que o Menino, que a Virgem Maria extremosamente aconchegava nos seus braços, quis abençoar o pinheiro amigo que os tinha salvo, e com a sua pequenina mão tocou na árvore.
Como agradecimento por essa benção, o pinheiro conservou para sempre esse sinal divino. Se cortar uma pinha no sentido do comprimento, verá o desenho da mão do Menino Jesus gravada na pinha, que é o fruto do pinheiro, assim como Jesus é o fruto do amor de Deus pelos Homens.

Autora: Dulce Rodrigues



Lenda da Árvore de Natal

Quando o Menino Jesus nasceu, todas as pessoas e animais e até as árvores sentiram uma imensa alegria.
Do lado de fora do estábulo onde o Menino dormia, estavam três árvores: uma palmeira, uma oliveira,e um pequeno pinheirinho.
Todos os dias as pessoas passavam e deixavam presentes ao Menino.
- Nós também devíamos dar prendas! - disseram as árvores.
- Eu vou dar-lhe a minha folha mais larga - disse a palmeira - quando vier o tempo do calor ele pode abanar-se com ela e sentir-se mais fresco.
Então disse a oliveira :
- E eu vou dar-lhe óleo.Perfumados óleos poderão ser feitos a partir do
meu sangue.
- Mas que lhe poderei dar eu?
- Perguntou ansioso o pequeno pinheiro.
- Tu? Os teus ramos são agudos e picam - disseram as outras duas árvores .-Tu não tens nada para lhe dar !
O pequeno pinheiro estava triste.Pensou muito,muito,em qualquer coisa que pudesse oferecer ao Menino que dormia,qualquer coisa de que o Menino pudesse gostar. Mas não tinha nada para lhe dar.
Então um anjo, que tinha ouvido a conversa toda , sentiu pena da arvorezinha que não tinha nada para dar ao Menino.
As estrelas estavam a brilhar no céu .Então o anjo, muito de mansinho, trouxe-as uma a uma cá para baixo, desde a mais pequena à mais brilhante e colocou - as nos ramos pontiagudos do pinheiro. Dentro do estábulo, o Menino acordou . E olhou para as três árvores do lago de lá da gruta , contra a escuridão do céu.De repente as folhas escuras do pinheiro brilharam, resplandecentes, porque nelas as estrelas descansavam como se fossem elas.
Que lindo estava o pequeno pinheiro, que não tinha nada a oferecer ao Menino...
E o Menino Jesus levantou as mãozinhas, tal como fazem os bebés, e sorriu para as estrelas e para aquela árvore que lhe iluminara a escuridão da noite.
E desde então o pinheiro ficou a ser, para todo o sempre, a Árvore de Natal.

(História tradicional inglesa)

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Lenda do Bolo Rei

O nosso bolo-rei caracteriza-se por conter no seu interior uma fava surpresa e um pequena brinde, capazes de causarem problemas a quem o trincar,desprevenidamente.
Do ponto de vista religioso,esse costume fundamenta-se numa lenda segundo a qual os Reis Magos, quando viram uma estrela, a brilhar no céu indicando o nascimento do Menino Jesus, logo se encaminharam para Belém. Quando se aproximaram das muralhas que cercam Jerusalém,Baltazar, Belchior e Gaspar disputaram a primazia de oferecer o ouro,o incenso e a mirra. Um padeiro teria então confeccionado um bolo, dentro do qual escondeu uma fava:partilhado pelos três, aquele que ficou com a fava foi o primeiro a entregar o presentinho...

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Lenda do sapato junto da lareira

Quando,na noite de 24 para 25 de Dezembro de 286, os irmãos  Soqueiros Rrispim e Cripiano fugiam ás perseguições cansaram-se de bater ás portas mas ninguém lhe dava abrigo.
Uma viúva muito pobre, que vivia com um filho numa cabana escondida no bosque, deu-lhes agasalho e comida .Eles comovidos com esta atitude pediram a Deus que recompensasse a caridosa viúva .
Durante a noite, enquanto ela e o filho dormiam, os ´´Soqueiros´´vendo perto da lareira um par de socos velhos, resolveram fazer uns novos,que deixaram junto ao braseiro antes departirem.
Na manhã seguinte a viúva deparou com os socos novos que estavam a transbordar de moedas de ouro.
A partir de séc III, ainda segundo a lenda, todas as crianças colocam na lareira ou no fogão o sapatinho na esperança que se repita o milagre dessa noite.




Os sapatinhos mágicos

Nos anos setenta havia uma moça chamada Railde que era gerente de uma loja de calçados . Numa véspera de Natal , às dezoito e trinta , uma catadora de papel que levava no seu carrinho mais dois filhos , perguntou à Railde :
- Será que a senhora não tem um presente de Natal para as minhas crianças ?
- É que sou muito pobre e não dinheiro comprar regalos aos meus filhos .
- Já pedi ajuda em mais de trinta lojas , mas ninguém quis colaborar ...
Então a gerente olhou , fixamente , para os pés destas pessoas carentes e falou :
- Espere um minuto , por favor .
Logo a moça chegou com três caixas de sapatos e afirmou :
- Estes são os presentes de vocês !
- Queiram experimenta – los, por favor !
As crianças sorriram , de uma forma radiante , e correram para provar os seus regalos , que couberam em seus pés . Desta maneira , senhora carente falou :
- Obrigada !
- Mas não devo experimentar os meus sapatos . Pois pedi presentes somente para os meus filhos .
Porém Railde insistiu :
- Por favor , prove o calçado ...
- È um presente de Natal !
A mulher provou e exclamou :
- Obrigada !
- Hoje a meia – noite você terá uma surpresa !
Após pronunciar estas palavras , a senhora foi embora com seus filhos contentes .
Ao chegar a sua residência , a gerente preparou a ceia pois receberia os seus parentes mais tarde . As horas passaram , os convidados chegaram e quando todos aproveitavam a festa Railde escutou um barulho estranho , uma mistura de sininhos com trote de animais , vindo do quintal . Quando a moça chegou até o local , viu os sapatos que ela tinha dado para as pessoas carentes e dentro deles a gerente encontrou moedas de ouro até as canelas destes calçados.

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O Ladrão Que Virou Papai – Noel

Há muitos anos atrás numa cidade muito distante , na véspera de Natal , um xerife saiu com sua família para buscar a sogra com o objetivo de que ela participasse da ceia de Natal . Naquele instante Mark , um ladrão bêbado e faminto , vendo que as pessoas saíram daquela residência , resolveu penetra – la pela chaminé , mas ficou entalado no local .
Quando o xerife voltou , escutou um barulho que vinha pela tubulação e descobriu que havia um ladrão dentro . O proprietário jogou óleo de cozinha em cima do bandido , que acabou caindo na lareira apagada . Então o policial mostrou sua arma ao marginal e exclamou :
- Como hoje é véspera de Natal eu não vou mata – lo !
- Mas você vestirá uma roupa de Papai - Noel para animar meus filhos e seus amiguinhos !
- Aqui está o saco de presentes e a roupa de São Nicolau !
- Vista logo , senão poderá levar chumbo !
O meliante obedeceu ao policial e quando as crianças chegaram , distribuiu presentes a elas e participou de muitas brincadeiras .
No dia seguinte o xerife prendeu o ladrão . Porém ele prometeu que poderia diminuir a pena de Mark , caso ele prestasse serviços voluntários à comunidade . Então o marginal aceitou o acordo e uma das atividades era vestir – se de Papai – Noel e animar orfanatos .
Quando Mark completou a pena foi trabalhar, honestamente , como marceneiro e limpador de chaminés . Mas ele continuou a vestir – se de São Nicolau para animar crianças carentes . Porém com uma diferença : o homem passou a distribuir brinquedos de madeira que ele próprio fabricava em sua marcenaria .
Com o tempo seus negócios prosperaram e ele passou a contratar somente funcionários anões . Por causa disto tudo , ele passou a ser chamando naquela cidade interiorana de : “ O Verdadeiro Papai – Noel “ .
Quando Mark faleceu várias pessoas , que passavam em frente ao cemitério em que ele foi enterrado , falaram que viram um senhor vestido de Papai – Noel caminhando pelo campo – santo. O mais interessante foi que no mesmo ano de sua morte , bem na véspera de Natal , fenômenos estranhos passaram a acontecer : brinquedos novos de madeira surgiram , misteriosamente , nos quartos de todas as crianças da pequena cidade . Reza a lenda que isto acontece até hoje por lá e algumas criaturas afirmaram que viram o fantasma de Mark vestido de Papai – Noel em muitas vésperas de Natais .



Sinos - Acredita-se que o som das badaladas dos sinos espantem todas as coisas ruins e atraiam boa sorte e alegria.

Guirlanda - Representa a presença do Menino Jesus na casa. Normalmente é colocada na porta de entrada dos lares, deixando visível que aquela casa esta protegida.

Árvore de Natal - Muitas histórias são contadas sobre a origem da árvore de Natal, mas tudo indica que sua origem é tipicamente alemã. Hoje, ela é um dos símbolos mais expressivos do Natal e as crianças aguardam ansiosas para ajudar os pais a enfeita-la com flocos de algodão, fitas, luzes e bolas coloridas. Segundo a lenda, a árvore é a representação de Jesus, que é o tronco, e nós somos os ramos. As bolas e as luzes coloridas representam os frutos por ela produzidos, indicando a nossa caridade e generosidade.

Canções de Natal - A mais popular das músicas da noite de Natal, “Noite Feliz”, foi criada pelo padre Joseph Franz Mohr e pelo professor Franz Xavier Grueber. A letra veio da inspiração do padre, em uma noite estrelada, que ficou imaginando como teria sido a noite em Belém, quando Jesus nasceu. Escreveu a letra em forma de poema, uniu a melodia presenteada pelo compositor Grueber e utilizou-a na Missa do Galo de 1818. Hoje, “Noite Feliz” é cantada em inúmeros idiomas.

Noite feliz! Noite feliz!
Oh Senhor, Deus de Amor,
Pobrezinho nasceu em Belém.
Eis na lapa Jesus, nosso bem.
Dorme em paz, oh Jesus!
Dorme em paz, oh Jesus!
Noite feliz! Noite feliz!
Eis que no ar vêm cantar
Aos pastores
Os anjos do céu
Anunciando
A chegada de Deus,
De Jesus Salvador!
(BIS)
Noite feliz! Noite feliz!
Oh! Jesus, Deus da Luz,
Quão amável é teu coração
Que quiseste nascer
Nosso irmão
E a nós todos salvar.
E a nós todos salvar!

Fonte: www.alobebe.com.br

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