Tipos de Farinhas

A farinha é um pó desidratado rico em amido e utilizado na alimentação. É um produto obtido geralmente de cereais moídos, como trigo ou de outras partes vegetais ricas em amido, como a raiz da mandioca. Denomina-se "integral" se, na sua elaboração, o grão inteiro for moído: a parte interna (endosperma), as cascas (farelo) e o gérmen.

Será "refinada" caso sejam retiradas as cascas dos grãos. Podem existir farinhas de diferente cereais. A mais habitual é a farinha de trigo, elemento imprescindível para a elaboração do pão, macarrão, bolos e mingaus e outros alimentos.

 

Classificação das Farinhas no Brasil

Farinha Integral

Proveniente da moagem do grão de trigo inteiro. É utilizada no preparo de pães integrais, com alto teor de fibras.

 

Farinha Especial

Apresenta uma quantidade de glúten (proteínas do trigo) que a torna ideal para ser utilizada no preparo dos diversos pães que conhecemos.

 

Semolina

Apresenta um teor de glúten superior, sendo destinada ao preparo de macarrão e outras massas.

 

Farinha Comum

Apresenta um teor de glúten menor, sendo utilizada no preparo de bolos, doces, pães e outros alimentos.

 

Farinha múltipla ou Farinha multimistura 

Tecnologia social difundida como complemento alimentar para o combate à mortalidade infantil. Geralmente composta por farelos (de arroz, de trigo e/ou de milho), sementes (de abóbora, melancia e/ou gergelim), pó de folhas verde-escuras (de aipim, de batata doce e de abóbora) e cascas de ovos, apresenta variações regionais em termos quantitativos e qualitativos da formulação.

À farinha múltipla é atribuído valor como suplemento/complemento alimentar por conta do teor e variedade dos nutrientes que possui, vindo a sua utilização, por esse motivo, sendo preconizada para recuperação/reequilíbrio nutricional.

Essas qualidades, aliadas ao seu baixo custo e simplicidade de preparação têm sensibilizado diversas instituições sociais para a utilização desta multimistura no combate à desnutrição, principalmente infantil e outros quadros de carências relacionadas à alimentação.

O Conselho Federal dos Nutricionistas, por outro lado, questionou publicamente o seu efetivo valor nutricional (levando em consideração a biodisponibilidade dos nutrientes e fatores anti-nutricionais) e suas condições higiênico-sanitárias.

Por sua vez, a pioneira do uso da multimistura no Brasil, Clara Brandão, teria alegado que a retirada de apoio governamental aos programas de multimistura estaria associada à sua substituição por farinhas industrializadas, produzidas por multinacionais.

 

Sugestão de Preparação

Ingredientes

    • farelo de arroz

    • farelo de trigo

    • folhas verdes escuras (de mandioca, de batata-doce, de abóbora ou de chuchu)

    • sementes (de girassol, de gergelim, de abóbora, melancia ou melão. Na sua ausência poderão ser utilizados amendoim e castanhas da região)

     

    Preparo prévio dos ingredientes

    O farelo de arroz deverá ser peneirado e tostado até ao ponto de cheiro de amendoim torrado. Se tostar demais, apresentará sabor amargo. O farelo de trigo, caso seja muito grosso, deverá ser novamente moído e peneirado, antes de ser tostado.

    As folhas verdes escuras devem ser lavadas e secas à sombra em tempo seco, ou em estufa ou forno ventilado, em tempo chuvoso. As folhas mais suculentas exigem cuidados especiais para a sua secagem. Após secas, devem ser trituradas em liquidificador ou em pilão, e peneiradas.

    As sementes devem ser lavadas, secas, tostadas, moídas e peneiradas.

     

    Preparo da multimistura

      • 3 medidas de farelo de arroz

      • 3 medidas de farelo de trigo

      • ½ medida de sementes de gergelim

      • ½ medida de sementes de girassol

      • ½ medida de sementes de abóbora, melancia e melão misturadas

      • ½ medida de folhas de abóbora

      • ½ medida de folhas de batata-doce

       

        Modo de usar

        Recomenda-se a utilização de uma a duas colheres de farinha múltipla polvilhadas em cada refeição, durante o dia. Além disso, a farinha múltipla é considerada ideal para revitalizar a massa de farinha branca (como por exemplo, a de trigo) nas demais receitas culinárias (em pães, tortas, bolos, farofas, suflês, omeletes) e ainda com iogurtes, leite, feijão, arroz, sopas e outras.

        Nessas receitas, sugere-se o acréscimo de uma colher de farinha múltipla para cada xícara de arroz, farinha de trigo ou fubá.

         

        Farinhas que emagrecem

        Elas têm o poder de amansar a fome e reduzir os estoques de gordura - combinada a uma dieta leve, enxugam até 5 quilos em 30 dias. Práticas, baratas e tão poderosas contra as gordurinhas quanto a famosa ração humana.

        Algumas farinhas de frutas e legumes desidratados surgiram com a finalidade de baixar a taxa de açúcar no sangue. Mas, aos poucos, se mostraram boas aliadas na perda de peso. Isso porque saciam (você se contenta com menos comida) e atrasam o esvaziamento gástrico (a fome demora para voltar a dar sinal).

        Outras ainda ajudam a equilibrar o metabolismo. E, para isso, basta polvilhar no alimento pronto. São várias as opções: farinha de maracujá, banana verde, berinjela, linhaça, frutas e cereais. Algumas oferecem ômega 3, outras fitoquímicos como o resveratrol – substâncias que desinflamam as células, deixando o organismo menos propenso a acumular gordura.

        Mas são as fibras, presentes nas farinhas numa dose surpreendente, que mais contribuem para o emagrecimento. São substâncias que amansam a fome, reduzem a absorção de açúcar e gordura, regulam o apetite e ajudam a eliminar as toxinas que emperram a dieta.

        As fibras aumentam a absorção das vitaminas e dos minerais, melhorando o funcionamento do organismo como um todo, o que também favorece a perda de peso. Mas o resultado só aparece se você consumir esse tipo de farinha todo dia, polvilhada no iogurte, no suco, na salada, na sopa.

        Importante: beba mais água para facilitar a ação das fibras e corte exageros à mesa.

        Todas as farinhas são ricas em fibras, os principais agentes emagrecedores. Por isso, faça um rodízio entre dois ou três tipos para garantir nutrientes diferentes ao organismo. A dose ideal é duas colheres de sopa por dia.

        Caso seu organismo responda melhor a três colheres (medida sugerida pelos fabricantes), tudo bem. Mas não vá além. Em excesso, as fibras dificultam o funcionamento do intestino. Evite comprar o produto a granel ou em saquinhos sem identificação.

        Armazenadas de maneira inadequada, as farinhas, em especial aquelas que têm ômega 3, oxidam e se tornam inadequadas para o consumo. Algumas farinhas têm sabor neutro e outras levemente amargo. Nesse caso, use-as em farofa, panqueca, pão, bolo.

        Natue

         

        Conheça um pouco de cada farinha

        Farinha de maracujá

        Ela impede a absorção de parte da gordura presente nos alimentos. A responsável por essa ação é a pectina, presente aos montes na parte branca da casca da fruta. A farinha não fica atrás: tem 20% dessa fibra solúvel, segundo estudo feito pelo químico e pesquisador Armando Sabaa Srur, da Faculdade de Nutrição da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). No estômago, a pectina se transforma num gel e diminui a fome.

         

        Farinha de banana verde

        O forte dessa farinha é o amido resistente. Ele reduz a carga glicêmica da refeição evitando picos de açúcar no sangue e o aumento da produção de insulina – hormônio que, em excesso, faz o organismo estocar gordura. Os estudos ainda revelam que, no intestino, esse amido alimenta as bactérias do bem. Resultado: o intestino funciona melhor e perder peso fica mais fácil.

         

        Farinha de linhaça

        Na forma de farinha, a linhaça se mostrou ainda mais eficiente para afinar a cintura. Isso porque o ômega 3, guardado dentro da semente, fica mais acessível e deixa as células menos inflamadas. Essa gordura boa ainda interfere na leptina – hormônio que controla o apetite. Triture a semente em  casa para preservar o ômega 3. Outra opção é comprar a farinha estabilizada, mas, ainda assim, armazene-a num pote escuro e na geladeira.

         

        Farinha de berinjela

        Com até dez vezes mais fibras que a berinjela in natura, a farinha ajuda a tirar a fome. Pesquisadores da UFRJ acompanharam dois grupos de mulheres que se submeteram a uma dieta hipocalórica. Um deles, no entanto, aderiu a farinha no dia a dia e teve mais facilidade de seguir a dieta, perdendo mais peso que o outro grupo.

         

        Farinha de frutas e cereais

        Mix de casca de frutas (uva e maçã) e sementes (linhaça), ela concentra fibras e ômega 3. Quando chegam ao estômago, as fibras, especialmente as solúveis, aumentam os níveis de CCK (outro hormônio que controla o apetite). Estudos recentes também mostraram que o ômega 3 pode equilibrar os níveis de insulina no organismo e, com isso, regular a leptina.

        Atenção: Para acelerar a perda de peso, combine a farinha com um cardápio leve (1200 calorias). Use uma colher de sopa no café da manhã e outra no lanche da tarde, na fruta ou no suco.  Mas, se quiser, adicione-a na salada ou na sopa, no almoço e no jantar.

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