Dez “novas” tecnologias automotivas que não são tão novas assim

Acha que a Tesla está revolucionando o mundo automotivo com seus carros movidos a baterias intercambiáveis? Então você ficaria surpreso ao descobrir que esta é só uma das várias tecnologias modernas que, na verdade, são bem mais antigas do que você imagina. A indústria automotiva do fim do século 19 e início do século 20 era cheia de companhias pequenas que construíam meia-dúzia de carros e depois faliam.
Nenhuma ideia era estranha demais, porque ninguém sabia exatamente como um carro deveria ser. Por isso os engenheiros colocavam em prática todo tipo de ideia maluca que tivessem. Muitas não davam certo, mas a maioria das tecnologias que, hoje em dia, vemos como novidade, já foram testadas (e falharam) no início do automóvel.
Vamos conhecer dez destas ideias “inovadoras” que, na verdade, existem há décadas.


Faróis automáticos


Faróis que reduzem a intensidade quando outro carro vem em sentido contrário parecem uma conveniência bem atual, mas em 1952 a GM mostrou o que chamavam de “Autronic Eye” nos carros da Oldsmobile. Era um sensor que detectava quando outro carro estava com os faróis apontados para o seu, e abaixava os seus faróis automaticamente.


Faróis direcionais


Faróis que acompanham a direção do carro ou do volante parecem a nova moda nos carros de luxo de hoje, mas a Citroën os colocou no icônico DS na distante década de 60. A primeira companhia a usar a tecnologia, no entanto, foi a Tatra, em 1935.


Capota automática

 

O novo McLaren MP4-12C Spider é impressionante. Seu teto retrátil é de fibra de carbono, e quando está acionado, a maioria das pessoas não percebe que é um conversível. A Mitsubishi e a Mercedes popularizaram a ideia no início da década de 1990, mas tudo remonta ao Peugeot 601 Éclipse de 1934. A ideia foi do dentista/herói de guerra/designer Georges Paulin.


Híbridos



Se você acha que híbridos movidos a gasolina e eletricidade começaram com o Prius, pense de novo: Ferdinand Porsche criou o “Mixte Wagen” em 1900. Ele tinha motores elétricos nas rodas e uma bateria carregada pelo motor a gasolina.
Híbridos não são algo novo, mas carros elétricos de luxo e de corrida são ainda mais velhos. Na verdade, antes de 1900, a maioria dos carros de luxo eram elétricos, pois eles tendiam a ser mais seguros, suaves e silenciosos. Carros de corrida também eram elétricos às vezes, como o primeiro carro do mundo a passar de 100 km/h.


Botão de partida


É difícil impressionar seus amigos apertando o botão para dar a partida em seu Aston Martin, porque até as motos mais baratas podem vir equipadas com partida elétrica. 

Mas o sistema já era popular em esportivos nos anos 50, e antes dos anos 20 os carros nem tinham chaves de ignição.






 Suspensão auto-ajustável



A gente adora a suspensão hidráulica da McLaren, mas os Citroën já usam o sistema desde a metade da década de 50. O primeiro foi o Traction Avant 1954, mas o primeiro carro a usá-lo de forma mais extensa foi o DS 1955. A Britsh Motor Corporation também tinha uma suspensão “hidrolástica” em 1963, e a Rolls-Royce passou a usar o sistema da Citroën sob licença em 1965.


Freios regenerativos


Não havia a necessidade de usar freios regenerativos em carros modernos até que o Honda Insight e o Toyota Prius foram lançados e trouxeram os híbridos de volta. O primeiro carro a recarregar sua bateria usando os freios, contudo, foi a carruagem-sem-cavalo de Louis Krieger. Ele começou a construir veículos elétricos em 1894 em Paris, e havia oito modos disponíveis.



CVT


Transmissões de Variação Contínua têm lugar garantido no mercado hoje. A Nissan e a Renault oferecem o câmbio de marchas infinitas há alguns anos, bem como a Honda e, no futuro, até a Toyota. Mas a primeira companhia a popularizar a “transmissão elástica” foi a holandesa DAF, no fim dos anos 50. O primeiro carro a usar uma CVT foi construído por Milton Reeves em 1896, derivada de sua transmissão por correia em 1879.



Baterias intercambiáveis



A Tesla está em evidência por apresentar um sistema de troca de baterias usadas por novas no Model S. Mas eles não são os primeiros, longe disso. A Electric Vehicle Company tinha uma frota de táxis elétricos com baterias intercambiáveis rodando por Nova York no fim do século 19. A ideia era que os carros rodassem até quase acabar a bateria, e então retornassem para uma estação central, onde a EVC mantinha um depósito cheio de baterias recarregadas reserva.
O táxi chegaria em uma plataforma e um técnico trocaria a bateria usada por uma recarregada. A companhia acabou gastando tanto mantendo o sistema de trocas de baterias que os táxis acabaram ficando velhos, obsoletos e caros de manter. A Electric Vehicle Company faliu em 1907.
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