Antes e depois de divas dos anos 60

Para ser uma diva é preciso muito mais do que um belo rosto: atitude, talento e espírito vanguardista completam o pacote. E foi exatamente com esses conceitos, unidos à efervescência cultural dos anos 1960, que várias divas pipocaram na indústria cultural da década, impulsionadas pelo cinema que estabilizava cada vez mais seu lugar como sétima arte.

Entre elas, a italiana Sophia Loren conquistou o seu espaço, que se estendeu pelas décadas seguintes e firmou seu nome como uma referência de beleza e talento. A atriz, que fez sua primeira aparição no filme A Promessa (1950), trabalhou com cineastas como Federico Fellini, Ettore Scola, Robert Altman e Lina Wertmüller.

A fama absoluta, no entanto, chegou em 1962, quando recebeu o Oscar de melhor atriz por sua atuação em Duas Mulheres, de Vittorio De Sica – diretor que, aliás, fez de Loren uma de suas queridinhas.

Afastada do cinema desde 2009, quando participou de Nine, de Rob Marshall, Loren, atualmente com 78 anos, volta às telonas para estrelar La Voce Umana, filme dirigido por seu filho, Edoardo Ponti.

Na década de 1960, os cinemas foram bombardeados com divas de várias nacionalidades. O diretor italiano Federico Fellini, no entanto, reuniu as beldades da época como ninguém. Entre 1960 e 1970, o cineasta escalou para seus filmes - entre eles os clássicos A Doce Vida e - nomes como Sophia Loren, Anita Ekberg, Anouk Aimée, Claudia Cardinale, Giulietta Masina, Brigitte Bardot, Jane Fonda e Shirley MacLaine.

Confira o antes e depois das divas que conquistaram o público nos anos 1960 e que continuam fazendo aparições no mundo do cinema.

 

 

Brigitte Bardot, 78 anos, nunca concorreu a um Oscar, mas sua figura se tornou um símbolo na cultura pop. A atriz, que esteve no Brasil e chegou a viver de perto a Bossa Nova, estrelou mais de 10 filmes na década de 1960, entre eles 'A Verdade', de Henri-Georges Clouzot, 'O Desprezo', de Jean-Luc Godard, e 'Viva Maria!', de Louis Malle.

 

 

Catherine Deneuve, 69 anos, se tornou um símbolo sexual de sua época. Descoberta por Roger Vadim, com quem teve um filho, trabalhou também com Jacques Demy, Luis Buñuel, Roman Polansky e Truffaut. Na década de 1960, Deneuve estrelou mais de 20 filmes, entre os quais 'Repulsa ao Sexo', de Polanski, e 'A Bela da Tarde', de Buñuel.

 

 

Jane Fonda, 75 anos, é filha de Henry Fonda, patriarca de uma família de atores. Seu surgimento como símbolo sexual aconteceu no filme 'Barbarella' (1968), de Roger Vadim, época em que era casada com o diretor. A atriz, que trabalhou com cineastas como Godard e Jean-Pierre Gorin, estrelou mais de 10 filmes na década de 1960, entre eles 'Dívida de Sangue', de Elliot Silverstein, e 'A Noite dos Desesperados', de Sydney Pollack.

 

 

Barbra Streisand, 71 anos, firmou uma longa carreira como atriz e cantora. Ganhadora de 2 Oscars, a norte-americana estrelou seu primeiro filme em 1968 ('Funny Girl - A Garota Genial'), papel que já lhe rendeu ao Oscar de melhor atriz. No ano seguinte, a atriz fez 'Alô, Dolly!', musical de Gene Kelly.

 

 

Anita Ekberg, 81 anos, foi uma das queridinhas de Federico Fellini. A sueca, que se tornou símbolo sexual de sua época, estrelou mais de 20 filmes na década de 1960, incluindo 'A Doce Vida', de Fellini, em que protagonizou a trama ao lado de Marcello Mastroianni.

 

 

Anouk Aimée, 81 anos, tem em seu currículo mais de 80 filmes. Na década de 1960, a atriz brilhou ao estrelar longas de Federico Fellini: 'A Doce Vida' e '8½'. Aimée, que fez sua primeira aparição no cinema em 1947, ainda protagonizou 'Um Homem, uma Mulher', de Claude Lelouch, e 'Lola, a Flor Proibida', de Jacques Demy.

 

 

Claudia Cardinale, 75 anos, conquistou o público com sua beleza exótica a atriz nasceu na Tunísia, mas foi naturalizada italiana. Nos anos 1960, a atriz estrelou uma vasta lista de filmes, com cineastas renomados como Luchino Visconti ('O Leopardo' e 'Rocco e Seus Irmãos'), Federico Fellini ('8 ½') e Sergio Leone ('Era Uma Vez no Oeste').

 

 

Julie Andrews, 77 anos, conquistou o público ao protagonizar o filme 'A Noviça Rebelde', de 1965. Na década de 1960, ela ainda atuou em sete longas, entre eles 'Mary Poppins', de Robert Stevenson, pelo qual ganhou o Oscar de melhor atriz.

 

 

Pattie Boyd, 69 anos, foi casada com os astros do rock George Harrison, ex-Beatles, e Eric Clapton. Sua beleza, que os inspirou a compor clássicos, ainda apareceu em três filmes da década de 1960: 'A Bossa da Conquista' e 'Os Reis do Ié-Ié-Ié', de Richard Lester, e 'Prisioneiro da Ambição', de Clive Donner.

 

 

Marianne Faithfull, 66 anos, teve um relacionamento com Mick Jagger, do Rolling Stones, durante a década de 1960. Atriz e cantora, ela apareceu em filmes como 'Made in U.S.A.', de Jean-Luc Godard, e 'Depois que Tudo Terminou', de Michael Winner.

 

 

Julie Christie, 72 anos, atuou em seu primeiro filme em 1962 e, quatro anos depois, já faturou o Oscar de melhor atriz por 'Darling - A Que Amou Demais'. Nos anos 1960, a atriz ainda estrelou mais de 10 longas, entre eles 'Fahrenheit 451', de François Truffaut, e 'Doutor Jivago', de David Lean.

 

 

Vanessa Redgrave, 76 anos, estrelou em 1966 o filme 'Blow-Up - Depois Daquele Beijo', clássico de Michelangelo Antonioni. Na mesma década, a inglesa conquistou o público com sua beleza ao atuar em longas como 'O Homem Que Não Vendeu Sua Alma', de Fred Zinnemann, e 'Deliciosas Loucuras de Amor', de Karel Reisz.

 

 

Faye Dunaway, 72 anos, viveu em 1967 a criminosa Bonnie Parker, no clássico 'Bonnie e Clyde - Uma Rajada de Balas'. Na mesma década, a norte-americana estrelou filmes como 'Crown, o Magnífico', de Norman Jewison.

 

 

Shirley MacLaine, 79 anos, atuou em mais de 15 filmes na década de 1960, entre eles a comédia 'Se Meu Apartamento Falasse', de Billy Wilder, que venceu 5 Oscars em 1961.

 

 

Piper Laurie, 81 anos, atuou em mais de 100 produções ao longo de sua carreira. Ela, que estreou no cinema em 1950, estrelou em 1961 o premiado 'Desafio à Corrupção', de Robert Rossen.

 

 

Leslie Caron, 82 anos, atuou em mais de 10 filmes na década de 1960, entre eles o premiado 'Papai Ganso', de Ralph Nelson.

 

 

Katharine Ross, 73 anos, começou a carreira como atriz em 1962 e engatou nos anos seguintes com os premiados 'A Primeira Noite de um Homem', de Mike Nichols, e 'Butch Cassidy', de George Roy Hill.

 

 

Susan Kohner, 76 anos, foi nomeada ao Oscar de melhor atriz coadjuvante em 1960, por sua atuação em 'Imitação da Vida'. A atriz, que teve sua carreira concentrada nos anos 1950 e 1960, ainda estrelou filmes como 'Freud - Além da Alma', de John Huston.

 

 

Shirley Knight, 77 anos, chamou atenção na década de 1960 por suas atuações em 'Doce Pássaro da Juventude', de Richard Brooks, e 'Sombras no Fim da Escada', de Delbert Mann, pelos quais concorreu ao Oscar de melhor atriz coadjuvante. Em seu currículo, a atriz tem mais de 170 personagens.

 

 

Angela Lansbury, 87 anos, foi nomeada ao Oscar de melhor atriz coadjuvante nos anos 1960 por sua atuação no clássico 'Sob o Domínio do Mal', de John Frankenheimer. A veterana, que já trabalhou em mais de 100 produções, atuou na década em filmes como 'Feitiço Havaiano', de Norman Taurog.

 

 

Debbie Reynolds, 81 anos, conquistou a crítica em 1964, ao estrelar o musical 'A Inconquistável Molly', de Charles Walters. Nos anos 1960, a atriz atuou em mais de 10 longas, entre eles 'Furacão de Saias', de Vincent Sherman.

 

 

Maggie Smith, 78 anos, estrelou mais de 10 produções na década de 1960. Uma de suas atuações mais memoráveis na época foi em 'Othello', de Stuart Burge, que rendeu uma indicação ao Oscar de melhor atriz coadjuvante.

 

 

Shirley Jones, 79 anos, estrelou mais de 15 produções nos anos 1960. Além de vencer o Oscar de melhor atriz por 'Entre Deus e o Pecado', de 1961, a atriz conquistou o público ao protagonizar o filme 'Vendedor de Ilusões'.

 

 

Joanne Woodward, 83 anos, foi indicada ao Oscar de melhor atriz em 1969, por sua atuação em 'Rachel, Rachel', de Paul Newman. Na década de 1960, a atriz ainda estrelou mais nove longas, entre eles 'Paris Vive à Noite', de Martin Ritt.

 

 

Rita Moreno, 81 anos, conquistou o público em 1962, ao protagonizar 'Amor, Sublime Amor', papel que rendeu a ela o Oscar de melhor atriz coadjuvante. Ainda nos anos 1960, Moreno atuou em mais de 20 produções.

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