Raça de Cachorro - Pinscher

Pinscher é uma raça de cachorro muito popular, tendo uma presença muito forte no Brasil. É usado como cão de companhia e como cão de guarda por sua inteligência. Existem algumas variações de Pinscher e vamos falar um pouco sobre cada uma delas.

 

Pinscher Alemão

Raça de cão originária da Alemanha e estaria supostamente inclusa nas origens do doberman, do pinscher miniatura, do affenpinscher e do schnauzer miniatura. De origem desconhecida, teria sido retratada em pinturas do século XVIII. Usada para guarda e companhia, e quase extinta após a Segunda Guerra Mundial, foi salva por Werner Jung.

Fisicamente sua pelagem é curta, lisa e brilhante, variando do ruivo ao preto, mono ou bicolor. Seu temperamento é classificado como fiel, possessivo e autoconfiante. Por ser inteligente, é procurado para cão de guarda de lares.

 

Pinscher Miniatura

Raça canina oriunda da Alemanha Antiga. O primeiro registro feito a respeito desta raça data de 1836, quando foi descrito como o resultado dos cruzamentos entre dachshunds e greyhound italianos. Todavia, outra teoria é também aceita: estes caninos seriam fruto de cruzamentos seletivos entre o pinscher standard, raça hoje extinta.

Pertencente ao mesmo grupo dos dobermanns, é considerada a menor raça de guarda do mundo. Reconhecidamente um canino que requer cuidados práticos, seu tamanho o torna ideal para se adaptar bem em diversos ambientes, além de ser bem visto como companhia em lares cujos donos não possam cuidar de vastas pelagens.

Saiba um pouco mais sobre esta raça no vídeo abaixo:

 

Pinscher Austríaco

Raça de cão da Áustria. Sua origem é ainda pouco conhecida, mas sabe-se que é parente do pinscher alemão médio e desconfia-se de que tenha certa ligação com o grupo dos terriers. Desenvolvida para viver em fazendas, sua função inicial era a de boiadeiro. Atualmente, apesar de ser encontrado em fazendas austríacas, é um cão pouco visto fora de sua terra natal.

Sua personalidade é descrita como alegre, ativa e alerta, o que também o torna um eficiente cão de guarda. Pouco tolerante com estranhos e outros animais, ainda pode ser usado como rateiro (caçador de ratos), embora seu tamanho não permita que entre em lugares pequenos.

 

Pinscher Anão

Ele é ativo, alerta, protetor e um dos cães mais populares do País. Raras são as pessoas, por menos que entendam de cachorro, que não sabem exatamente quem é o Pinscher Anão, chamado apenas de Pinscher. Entre os cães nascidos e registrados anualmente, ele está - e há muito tempo - numa posição privilegiada.

Nesta década, manteve-se entre as 20 raças com maior número de nascimentos no Brasil. Mas isso é pouco, perto da popularidade real dos Pinschers que desfilam pelas ruas, mesmo sem registro oficial ou, em outras palavras, sem o famoso pedigree. Só para ilustrar, em grandes pet shops e clínicas veterinárias, situadas nas principais capitais e que recebem centenas de cães por mês, o Pinscher está entre as dez raças mais assíduas, sendo que na maioria dos casos os exemplares não têm pedigree.

A conquista desse pequeno cão vai além das facilidades geradas pelo porte e pelo pêlo curto. Sua energia fantástica somada ao apego ao dono, o tornam um cão extremamente participativo. Faz de tudo para ficar 24 horas com você e diverte qualquer ambiente, pois é muito brincalhão.

 

Pura Ousadia

O Pinscher é a menor raça de cão de guarda. Classificada pela Federação Cinológica Internacional como pertencente ao grupo 2, cujos parceiros são, nada mais nada menos, que o Dobermann, Rottweiler, Mastife, Boxer e Dogue Alemão. E o baixote Pinscher - apresentado junto com eles nas exposições de beleza - desfila imponente entre os grandões.

Como covardia é atitude que desconhece, ao se sentir ameaçado não mede consequências. A semelhança com o Dobermann, raça famosa como guardiã, não é à toa. Ambos descendem de um mesmo ancestral, o Pinscher Standard, do qual não se têm notícias aqui. Compara-se o Pinscher ao Dobermann pela aparência e pelo temperamento.

Ele rosna e ataca para defender o dono. É a melhor raça miniatura por reunir as qualidades de guarda e companhia. Até adestradores de cães de guarda confirmam que a territorialidade é inata ao Pinscher; se julgar necessário, avança, mesmo sem treino. Se um estranho entra em casa, o Pinscher faz 'cara de Dobermann', rosna, arreganha os dentes e ataca.

É claro que o ataque de um Pinscher não detém uma pessoa adulta. Mas tanta hostilidade é um empecilho aos mal-intencionados. E o escândalo de um Pinscher diante de um suspeito é ouvido à distância.

 

Limites - Valentia e Incoveniência

A raça é comunicativa. Tem um código de latidos que transmite a urgência das situações. Se late freneticamente é coisa séria, se dá um ou dois latidos é só para conversar ou, por exemplo, mostrar que a vasilha de água está vazia. Enquanto um bom Pinscher late para avisar o dono de alguma coisa, seja perigo, falta de água ou de atenção, há outros que latem até para a sombra.

E se um bom Pinscher não ataca à toa, mas apenas se provocado, há outros que mordem até a brisa. É aí que entra o limite estreito entre a valentia e a inconveniência. São os Pinschers que o ultrapassam que dão à raça a fama de neurótica, que late sem parar e tenta morder todo mundo.

É comum este cão ser taxado de 'histérico. É inevitável que muita gente torça o nariz ao falar do Pinscher e o acuse de nervosinho. Cerca de 80% dos compradores potenciais se preocupam com isso. Um dos motivos para o problema é a educação. Muitas vezes, o porte diminuto do Pinscher o sugere apenas como cão de companhia.

Sua faceta de guardião é desconhecida por muita gente. É normal acharem engraçadinho um cão tão pequeno reagir latindo e rosnando e estimulam isso. O Pinscher é um guarda. Não deve ser mimado, nem estimulado a latir, a rosnar e a avançar, sob pena de se tornar um chato.

Veterinários experientes com a raça observam com frequência Pinschers que tiveram educação inadequada. 30% deles têm desvios por falta de voz de comando do dono. Na consulta, por exemplo, se o cão ficar agressivo e latir, o dono em vez de afagá-lo deve impor que se comporte.

Há donos que enquanto seus Pinschers latem e tentam morder pessoas e cães na sala de espera da clínica, ficam falando manso e não dão comandos, estimulando-os a agir errado. Quem permite ao Pinscher fazer o que quer, contribui para o comportamento exaltado. Esse cão é agitado, morde e late demais, mas se acalma se o dono sai da sala.

Há também Pinschers que nascem com defeitos de caráter, de origem genética. Acasalamentos errados, como entre dois cães muito latidores e agressivos, reforçam essas características. Cerca de um terço dos Pinschers tem desvios temperamentais herdados. O desejo de obter Pinschers cada vez menores, sem selecionar outras características como o bom temperamento, também é um caminho para o cão se tornar infernal.

Cruzar deixando de lado o temperamento característico da raça pode resultar em comportamento instável. Outro motivo que reforça a agitação explica que os bichos menores, mesmo entre indivíduos da mesma espécie - e isso vale para a natureza em geral - têm o metabolismo mais intenso; queimam mais energias que outro animal maior.

É fundamental considerar o ambiente que esse cão terá no dia-a-dia, mas de forma geral, um exemplar menor tende a ser hiperativo, reagindo mais rápido ao estímulo. Muitos criadores creditam o excesso de agressividade também a uma hipótese não reconhecida pela ciência. Cães menores se sentem mais ameaçados frente ao mundo - para eles, tudo é maior e mais assustador - e se tornam mais agressivos.

A mestiçagem existe com frequência na raça. A maioria, atualmente, é feita com Chihuahuas ou Terriers Brasileiros. Além disso, o plantel atual tem vestígios de Pinschers mestiços com o Toy Manchester Terrier, que receberam Registro Inicial até a década de 70. Ainda que seja impossível traçar um perfil comportamental quando o assunto é mestiçagem, a experiência dos criadores e veterinários entrevistados é que o resultado costuma ser um cão mais agressivo e latidor que o bom Pinscher.

 

Como Escolher Seu Pinscher

Comprar um exemplar com pedigree é a maior garantia contra mestiços. Mas pelo físico do cão dá para ver se houve mestiçagem. Sangue de Chihuahua traz orelhas laterais, olhos saltados e arrendondados e o crânio também arredondado, em forma de maçã. O Pinscher puro tem crânio chato, orelhas em pé e olhos amendoados.

Alguns sinais da mistura com o Terrier Brasileiro são tamanho um pouco maior; manchas brancas na pata, na ponta dos dedos e na ponta da cauda; pés tendendo a ovais; garupa redonda; tendência a 'costela de barril' e ângulo do ombro mais aberto que os 45o habituais. Não é recomendável procurar pelo menor tamanho.

O padrão dá o limite de 25cm. Abaixo disso, além do risco de cães mais agitados, as proporções físicas tendem a ser menos perfeitas. Analise os pais e os outros exemplares do canil. Veja se não são agressivos e latidores. Por último, não bobeie na educação: reprima-o, com vigor, mas sem violência, sempre que latir demais ou ficar bravo em situações injustificadas.

Estimule-o, com elogios, quando agir corretamente ou obedecer ao seu comando.

 

A Saúde do Pinscher

Os problemas mais comuns ao Pinscher são os que atingem raças pequenas. Alimentação em excesso causa infecção intestinal; gordura ou temperos provocam infecção intestinal grave, com sangue nas fezes. A dentição dupla (quando os dentes de leite não caem) afeta 40% dos Pinschers.

Os dentes de leite são arrancados para dar espaço aos permanentes e não favorecer o tártaro. A luxação da patela (deslocamento do joelho), hereditária, atinge 20% dos exemplares. O osso costuma voltar de forma espontânea ao local - cirurgia só em casos raros. A necrose da cabeça do fêmur, também hereditária, afeta cerca de 15% dos exemplares da raça.

Remove-se a cabeça do fêmur e coloca-se uma prótese. A displasia coxofemoral (má-formação no encaixe da cabeça do fêmur com a bacia) afeta 10% dos casos. Há cirurgia, que não cura mas dá maior conforto. Cerca de 20% dos partos são complicados e exigem cesariana.

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