Cachorros cegos: Como conviver com eles?

Cachorros podem ficar cegos por inúmeros motivos: doenças ou problemas congênitos, acidentes com graves traumas que resultam na perda do olho ou da visão e ainda devido ao processo natural do envelhecimento. Saiba que nem tudo está perdido se o seu cão está ficando ou já é cego. Os cachorros adaptam-se  de forma espantosa à falta de visão pois têm faro e audição muito bem desenvolvidos.

Através do faro, um cachorro tem quase toda a informação que ele precisa sobre o mundo. Ele sente, através dos cheiros, onde está a seu pote de comida e a sua casinha e também conseguem saber  onde estão e quem são os seus tutores. Tudo isso sem enxergar.

Na verdade, a visão dos cães não é como a dos humanos, que dependem muito desse sentido para se orientarem e locomoverem.  Pode-se dizer até que a visão canina é um sentido acessório ao olfato e à audição, inúmeras vezes mais sensível que a humana.

 

Como saber se o seu pet está ficando cego

Cachorros, ao ficarem velhos, podem ter perda gradual da visão. Isso faz parte do processo natural do envelhecimento e pode acontecer em qualquer raça. Uma razão comum de cegueira em cães é a consequência de algum outro processo no corpo. Pode ser pelo envelhecimento, quando doenças como a catarata são frequentes. Outra condição é a Atrofia Progressiva da Retina, doença que pode ocorrer em qualquer cão, e muitas vezes surge junto com a catarata.

A cegueira também pode ser resultado de outros problemas do metabolismo, uma das mais comuns é a diabetes, seguida pelas doenças dos rins que resultam na insuficiência renal e têm como consequência inevitável a cegueira. 

A perda de visão dos cães raramente ocorre de forma súbita.

Uma condição mais rara, que  pode causar a cegueira súbita entre os cães, é conhecida como síndrome da degeneração (SARDS - sudden acquired retinal degeneration syndrome). Essa doença é de origem genética e ocorre com maior frequencia em cães mais velhos, com mais de oito anos e meio de idade, das raças Daschund, Schauzer miniatura, Pug e Maltês.

Alguns cães podem começar a demonstrar alguma opacidade nos olhos, mas nem sempre é observável

Outros indícios são comportamentais, como, por exemplo, uma súbita dificuldade de andar em casa e no quintal que antes era conhecido e trombadas contra objetos durante uma  corrida. Animais podem se mostrar mais cautelosos em  relação aos seus movimentos, por exemplo, um cão que antes pulava com tranquilidade em cima de um sofá fica meio vacilante de fazê-lo.

Não é exatamente simples detectar que um cão está ficando cego. Um problema é os que rapidamente acomodam-se à perda da visão. E, ainda, muitos proprietários de cães que ficam cegos relatam que os seus cães têm visão intermitente, ou seja, dependendo do momento do dia ou posição da cabeça, eles conseguem realmente ainda ver, mesmo que com alguma dificuldade.

 

Sete dicas úteis de cuidados e treinamentos para os cachorros cegos

Não mudar objetos de lugar e lembrar que o faro e os sons são importantes para que os cães cegos tenham uma boa qualidade de vida
 
1. Mantenha potes de comida e água no mesmo local

Dessa forma o cão saberá onde ele encontra seus alimentos. Os cães mantêm uma habilidade que poderia ser comparada com a de um mapa mental nos humanos. É importante também não mudar o local de ele fazer suas necessidades. Os cães sabem onde fazer isso adequadamente sem que se precise mostrar: para localizar o seu banheiro, eles contam com o faro.

 
2. Cachorros têm a habilidade de memorizar a posição da mobília

Evite mudar objetos de lugar nos locais onde o cachorro circula. Uma dica, caso precise fazê-lo, é marcar os pés do móvel com algum produto perfumado: o cão irá perceber pelo faro e irá desviar-se e evitar trombadas. Se em casa houver escadas, vale a pena colocar algumas proteções para evitar quedas acidentais.

 
3. Cuidados devem ser redobrados em casas que têm piscinas

Nesses casos, devem estar sempre cobertas e/ou ficarem isoladas da área aonde o animal circule, para evitar acidentes como afogamentos.

 
4. Cuidado também com fugas e portas abertas

Um cão cego curioso pode fugir e realmente se perder em ambiente estranho. Qualquer animal, principalmente aqueles que têm algum tipo de deficiência, devem possuir uma identificação especial, indicando os cuidados que devem ser tomados caso ele se perca.

 
4. Passeios só devem ser feitos  com coleira, que deve ser sempre curta

Para garantir o seu controle e maior segurança do seu cão, mantenha sempre ele próximo de você e seja o "humano-guia" de seu cão cego.

 
5. Associe sua presença com um som característico

Sempre que se aproximar de um cão cego, tente associar sua presença com algum barulho característico. Isso evita sustos no caso de o cão estar dormindo, por exemplo, além de facilitar bastante a convivência entre você e o seu pet. Podem ser coisas simples: um chocalho, barulho de pulseiras ou um pequeno sino já ajudam o seu cachorro a sentir a sua presença.

 
6. Adestramento com Clicker é a solução

O adestramento utilizando o método Clicker, que usa sons, pode ser muito útil nesses casos. Esse método é baseado nos sons emitidos e não em gestos. Procure um adestrador que possa orientar sobre essa forma de treinamento.

http://fulaninhaentretenimentos.blogspot.com.br/2015/02/clicker-importante-acessorio-para.html#more

 

7. Nunca aproxime-se de repente ou pegue um cão cego de surpresa

Ele pode se assustar e reagir instintivamente! Também não se esqueça de avisar que o cão é cego a outras pessoas que possam passar a mão nele de surpresa.

A cegueira não é sentença de morte ou motivo para achar que a vida do cão está acabada. Brinquedos para cães cegos devem sempre ter um barulhinho que chame a atenção deles. 

Veja, no vídeo a seguir, um Spaniel Inglês de três anos de idade, cego, que consegue



Veja o vídeo e texto completo

www.postsweb.com.br/publicacao.asp?cp=2068788

 

Vale lembrar que os check-ups veterinários regulares podem ajudar a evitar esse tipo de situação. Em casos mais complicados, é recomendável procurar por um médico veterinário especializado em oftalmologia para ajudar a manter a saúde dos olhos do seu cão.

 

Como evitar que meu cachorro fique cego?

A primeira dica e fundamental é fazer check-ups periódicos da saúde do seu animal de estimação. 

Em um exame feito por um veterinário de forma regular, podem ser detectados casos de diabetes canina em fases precoces, o que pode evitar a perda da visão, consequência comum dessa doença.

Alguns cachorros que vivem por muito tempo podem realmente ter problemas com a visão devido ao envelhecimento. Através de acompanhamentos periódicos com um veterinário especialista, é possível ajudar para que esse processo ocorra de forma mais saudável e prevenir casos de cegueira.

 

Quando é necessário procurar um veterinário oftalmologista

Fique de olho nos olhos do seu pet! Alguns problemas em relação à saúde dos olhos do seu bichinho de estimação podem ser resolvidos com uma consulta a um especialista em oftalmologia veterinária. A periodicidade de visitas ao oftalmologista é determinada pelo veterinário do seu animal de estimação conforme o caso. Alguns exames complementares são fundamentais e são feitos no próprio consultório.

Cachorros e gatos, não importa qual a idade ou raça devem consultas veterinárias de rotina. Durante um check-up periódico da saúde, o clínico veterinário geral irá avaliar a necessidade de encaminhar o seu pet para uma consulta com um veterinário especialista em oftalmologia para o acompanhamento detalhado da saúde dos olhos conforme a necessidade. 

Algumas raças de cães merecem maior atenção em relação à saúde dos olhos e é sempre bom ter o contato de um bom veterinário oftalmologista. A anatomia natural e o posicionamento dos olhos favorece problemas oculares em cachorros de raças como Shi Tzu e Pugs, que ainda podem ter uma condição chamada "cherry eye". Os cães da raça Border Collie tendem a Atrofia Progressiva de Retina de origem genética. Cachorros de raças que possuem muita pele em volta dos olhos, como o Chow Chow e o São Bernardo podem sofrer com uma condição em que a pele da pálpebra vira para dentro e  esbarra constantemente na superfície do globo ocular, o que causa muita dor e pode levar à cegueira.

Qualquer cachorro, independente da raça e dos cuidados, pode sofrer com a catarata durante o seu processo de envelhecimento. 

Essas são algumas das condições que exigem acompanhamento por parte de um oftalmologista veterinário.

O médico veterinário oftalmologista precisa uma ajudinha de alguns exames complementares que são imprescindíveis e de grande utilidade. Sem eles, não é possível o diagnóstico de várias condições que acometem os olhos dos animais.

Boa parte desses exames não demanda sedação e é realizada pelo veterinário no próprio consultório. Alguns desses exames são praticamente iguais aos feitos nos olhos humanos.

  • Verificação da pressão intraocular: feita de forma rápida e indolor no próprio consultório, fundamental para o diagnóstico do glaucoma.

  • Teste de Schirmer: determina se a produção de lágrimas, responsáveis pela lubrificação dos olhos, está ocorrendo de forma correta. Importante no diagnóstico dos "olhos secos" ou obstrução do canal lacrimal e conjuntivites.

  • Exame de fundo de olho com dilatação pupilar: importante para avaliar a saúde da retina e no acompanhamento de quadros como o diabetes nos cães e gatos.

Muitos dos problemas dos olhos dos pets podem ser tratados com sucesso através de uso de medicamentos e colírios adequados para o caso. 

Não deixe um probleminha se tornar um problemão: se você notar qualquer mudança no aspecto dos olhos de seu pet, como a mudança de cor, lacrimejamento ou secreção é melhor procurar um veterinário! Gatos nunca devem ter nenhum tipo de secreção nos cantinhos dos olhos ou “remela”. 

 Fonte: www.agendapet.com.br

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