Os Melhores Restaurantes do Mundo

Um restaurante é um estabelecimento comercial destinado ao preparo e comércio de refeições, normalmente servindo também todo o tipo de bebidas. O uso moderno da palavra restaurante surgiu por volta de 1765 quando um parisiense conhecido por Boulanger (sobrenome comum, mas que significa padeiro em francês) abriu seu estabelecimento.

O primeiro restaurante como o conhecemos (com clientes escolhendo porções individuais em um cardápio, aguardando em suas mesas, com horários fixos ou não) foi a "Grande Taverne de Londres", fundado em 1782 por Antoine Beauvilliers, na rua de Richelieu, em Paris, que permaneceu 20 anos sem rival.

Porém, segundo o Guiness Book, o restaurante mais antigo do mundo e ainda em funcionamento fica na Espanha, na calle de Cuchileros 17, Plaza Mayor (Madrid). Trata-se do Sobrino de Botín que funciona ininterruptamente desde 1725, embora nos primeiros anos não fosse exatamente um restaurante, mas uma estalagem que recebia viajantes, mercadores e tropeiros.

Mas, atualmente, quais seriam os melhores restaurantes do mundo? De lá pra cá muitas coisas mudaram, muitas coisas evoluíram… Você também está curioso para saber? Então vamos descobrir isso agora nas próximas linhas e, quem sabe, incluir estes estabelecimentos na próxima viagem.

 

Noma

Noma fica na Dinamarca, no térreo de um armazém do século XVIII, localizado num cais no Porto de Copenhague. O lugar ganhou fama após receber, em 2010, o prêmio de melhor restaurante do mundo, conferido pela revista inglesa “Restaurant”, que publica o S. Pellegrino World’s 50 Best, o ranking mais aguardado pelo meio gastronômico.

O responsável pela façanha, o chef dinamarquês René Redzepi, desbancou, aos 32 anos, lendas como o espanhol Ferran Adrià, do el Bulli, e o inglês Heston Blumenthal, do The Fat Duck. O ambiente é de uma elegância discreta.

São apenas quarenta lugares no salão em que a madeira reina: nas vigas e no piso escuro e polido, além de no desenho clean de mesas e cadeiras com encosto de couro e peles de ovelha. Não há trilha sonora. Sobre as mesas, nada de toalhas nem talheres.

Só copos, pratos, vasos de flores e velas, que permanecem acesas durante todo o dia, ainda que no verão imensos janelões de vidro tragam luz natural abundante até por volta de 23 horas. Nada, a não ser a comida, disputa atenção com a vista para o Canal de Nyhavn, margeado de prédios coloridos

Em que outro lugar é possível enxergar a parte exterior do restaurante a partir da cozinha, sabendo que tempo faz lá fora? Os cozinheiros precisam ter sempre contato com o entorno. É justo dizer que no tal entorno mora o segredo da cozinha do chef dinamarquês.

Redzepi fez da sua bandeira gastronômica a valorização de ingredientes locais, numa receita que mistura sabores nunca antes imaginados recheados com o discurso da sustentabilidade. Ele vasculha a região onde vive, sempre em busca da próxima inspiração.

Por isso, receitas de foie gras passam longe do cardápio, assim como o azeite, já que não são produzidos na Dinamarca. Por outro lado, não faltam banha de porco, toucinho, algas, vieiras, camarões, folhas de azedinha, entre tantos outros ingredientes locais que ganham significado diferente na cozinha inventiva desse chef.

Entre as exceções, figuram café, chocolates e vinhos. Esses últimos vêm de países como França, Itália, Espanha, Alemanha e Áustria. O chef gosta de surpreender além da comida. Ele próprio e seus 25 cozinheiros, de várias nacionalidades, se encarregam de servir os pratos, explicando, em inglês perfeito, a melhor maneira de degustá-los.

Para começar, nada de talheres. Trata-se de uma forma de propor o resgate das origens, valorizar o contato com o alimento. As flores são o primeiro aperitivo. No miolo, um escargot se revela sobre a rémoulade (molho à base de alcaparras, pepino, maionese e ervas).

Chega à mesa, também, um ovo de porcelana. Quando aberto, faz evaporar uma nuvem de fumaça que até então envolvia dois ovos de codorna em conserva. Peixinhos finlandeses equilibram-se dentro de bolinhos de massa de panqueca.

O momento mais inusitado da refeição são os camarões vivos servidos em vasinhos de vidro cheios de gelo. Tomado do espírito bárbaro, é preciso besuntar o crustáceo no molho de manteiga e dar-lhe uma mordida fatal.

Três meses é o tempo médio de espera, quando se dá sorte de ter a reserva confirmada. Diariamente, centenas de pedidos pipocam do mundo inteiro, e, em se tratando de apenas doze mesas, é impossível atender todos os interessados.

Os contemplados desembolsam cerca de 340 reais pelo menu com sete etapas (ou 430 reais, por doze pratos). No Noma não existe serviço à la carte. Passada a fase dos aperitivos, aí, sim, vêm os talheres. Vieiras desidratadas parecem pétalas, servidas como chips sobre creme de agrião ao molho de tinta de lula.

Uma ostra apresentada com água do mar repousa sobre cama de algas. O filé-mignon cru, cortado na ponta da faca, é coberto por folhas de azedinha colhidas pela própria equipe. E o aipo é assado na manteiga de leite de cabra e oferecido sobre trufas negras da ilha sueca de Gotland.

Por fim, frutas vermelhas e pétalas feitas com beterrabas cobrem um filé de cervo, numa combinação dos deuses. Uma das sobremesas chama-se “um passeio na floresta” composta por uma bola de sorvete de mirtilo servida com a fruta in natura, croûtons de brioche, folhas de azedinha, tomilho e granita de pinheiro (espécie de raspadinha verde).

Quatro horas de almoço resultam numa bela experiência gastronômica. Com tantas surpresas, há quem ame e quem odeie o Noma.

 

El Celler de Can Roca

Ele fica na cidade de Girona, na Espanha, e abriu as portas em agosto de 1986. Desde então tem se reinventado para trazer um menu sofisticado e surpreendente para seus clientes, que vêm do mundo inteiro provar suas delícias.

Trata-se daqueles restaurantes que não servem uma refeição: promovem uma experiência para ficar na memória dos viajantes. Por isso, já está alçado ao posto de ponto turístico. Os três irmãos que dirigem o El Celler se responsabilizam por uma parte diferente cada um, que se harmonizam criando a perfeição: Joan Roca é o chef; Josep o sommelier e Jordi o pâtissier.

Eles pertencem à terceira geração de uma família que começou a dedicar-se ao restaurante em 1929. São pessoas simples, dedicadas e que gostam do que fazem, estudaram e trabalharam muito e ainda trabalham, “são mais de 14 horas por dia no restaurante”, diz Jordi, o mais novo dos três irmãos.

Rigor é palavra de ordem ali e a verdadeira pressão, explica ele, “é atender os clientes que precisam esperar mais tempo para nos visitar agora e vêm de mais longe, do que a qualificação que os guias e listas podem dar-nos. Nosso objetivo é fazer feliz quem nos visita”.

Quando começaram não tinham muitos clientes nos primeiros anos, mas sabiam que precisavam continuar trabalhando. A cozinha deles é conhecida como “cozinha das emoções”, mas isso é apenas um rótulo. O menu degustação custa 125 euros e inclui cinco pratos e duas sobremesas.

No final de 2007 o restaurante mudou-se para um edifício moderno, construído sob medida para o restaurante a cerca de 100 metros do local anterior. Eles criaram alguns pratos e sobremesas baseadas em perfumes como Calvin Klein 'Eternity s, Carolina Herrera , Dior 'Veneno s Hypnotic, Bvlgari, Lancôme Trésor 's, etc.

 

Mugaritz

Este restaurante pertence ao chef Luis Andoni Aduriz e está localizado em Renteria, Guipúzcoa (Pais Basco), Espanha. É um casarão em um ambiente cercado pela natureza. Mugaritz significa "carvalho da fronteira" em euskera, idioma do País Basco.

O Mugaritz tem um forte toque rural, já que um dia foi uma fazenda leiteira. O chef do restaurante, Andoni Luis Aduriz, começou sua carreira na cozinha de uma pizzaria, como trabalho de final de semana e de férias, enquanto estudava.

Em 1998 iniciou seu trabalho solo no Mugaritz e já ganhou vários prêmios e reconhecimentos. Desenvolveu uma cozinha refrescante, técnica e imaginativa que incorpora, entre outras coisas, uma grande quantidade de flores e plantas silvestres, fruto de sua paixão pela botânica, e além disso um interesse pela literatura e pelas artes plásticas.

Cada prato é uma surpresa deliciosa, começando pela batata assada com alioli que parece uma pedra. O carpaccio de melancia que lhe engana e faz você pensar que está comendo o tradicional carpaccio de carne. Tem também o filé servido totalmente preto de cinzas.

Para terminar, as sobremesas são uma deliciosa combinação de iogurte com frutas vermelhas, jerimum confitado com emulsão de café e o incrível bolo de chocolate coberto com ar de chocolate, uma obra de arte imperdível.

 

D.O.M

No cardápio, encontram-se pratos criados por Alex Atala, chef e proprietário do restaurante e também sugestões como linguado guarnecido de farofa de maracujá, vinagrete e arroz vermelho. O serviço de vinhos refinou-se após a chegada da sommelière Gabriela Monteleone.

Localizado no jardins, um dos bairros nobres de São Paulo, o Dom une ambiente agradável e luxuoso a comida contemporânea e sofisticada. D.O.M. é o melhor colocado se levados em consideração apenas estabelecimentos da América Latina.

Alex Atala, de 43 anos, levou seu restaurante à elite da gastronomia mundial com uma cozinha que define como "simples e sustentável", feita a partir de produtos locais, entre eles alguns dos numerosos ingredientes fornecidos pela Amazônia.

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